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Essa é a sétima redução da taxa Selic feita pelo Copom, do Banco Central e foi influenciada pelo controle inflacionário e melhoria tímida da economia

Brasil Econômico

Após dois dias de reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), decidiu reduzir a taxa básica de juros – Selic em 1 ponto percentual, fazendo com que o juro seja de 9,25% ao ano. Anteriormente a taxa Selic era de 10,25% ao ano. Essa é a quinta reunião entre os membros do comitê e com os juros, a equipe econômica consegue controlar indicadores como o da inflação. 

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Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou das reuniões do Copom sobre a taxa Selic
Beto Nociti/BCB - 6.6.17
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participou das reuniões do Copom sobre a taxa Selic


O indicador vem sendo reduzido desde outubro do ano passado, quando caiu de 14,25% ao ano para 14% ao ano. Em novembro, houve um corte de 0,25 ponto percentual (p.p), seguido por reduções de 0,75 ponto percentual em janeiro e em fevereiro. O Copom acelerou o ritmo de cortes da taxa Selic para 1 ponto percentual nas reuniões realizadas em abril e em maio.

O novo valor da taxa básica de juros foi celebrada pelo presidente, Michel Temer. Ele usou a sua conta no Twitter para afirmar que esse é a primeira vez que o juro ficou em um dígito em quatro anos.  "Juros abaixo de um dígito pela 1ª vez em 4 anos. Menor inflação em uma década. Com responsabilidade, estamos mudando o Brasil para melhor".

O mercado projetava redução da taxa de juros em 0,75 p.p.  A estimativa do mercado financeiro vai de encontro com a análise feita pelo professor da  Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), Alberto Ajzental. “O Banco Central deve optar por um corte de 0,75 pp na taxa Selic. As razões para esse movimento baseiam-se no relatório Focus média TOP 5, pesquisa realizada e divulgada pelo próprio Banco Central de 21 de Julho último, que indica taxa Meta Selic e IPCA para dezembro deste ano em 7,88% e 3,05% respectivamente, ou seja, segundo o relatório o ano se encerra com uma taxa de juros reais de 4,69%", disse ele. 

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Em nota oficial após o anúncio da decisão, o Banco Central afirmou que ainda persiste incertezas, mas tiveram pouco impacto nas condições econômicas, o que resultou na redução do indicador em 1p.p.  "O Copom ressalta que a manutenção das condições econômicas, até este momento, a despeito do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia, permitiu a manutenção do ritmo de flexibilização nesta reunião. Para a próxima reunião, a manutenção deste ritmo dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo. O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação". 

Importância da Selic

Os membros do Copom passaram dois dias analisando todos os indicadores econômicos antes da tomada de decisão. O tempo e a frequência das reuniões são importantes, tanto para o consumidor quanto para os empresários. A taxa básica de juros – Selic – é uma das ferramentas do Banco Central para influenciar a atividade econômica brasileira e a inflação, que é medida pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA ).

Quando o Copom opta por reduzir a taxa Selic, faz com que o crédito ofertado no País fique mais barato e isso influencia o consumo e a produção. Porém, perde poder de controle frente à inflação . Por outro lado, quando aumenta o índice, o banco segura o excesso de demanda que eleva os preços.

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