Tamanho do texto

Queda persistente e expressiva no período de 12 meses possibilitou valores mais competitivos e novas ofertas aos consumidores dos supermercados

Projeção é de que haja aumento nos valores de  frutas, legumes e verduras entre julho e agosto
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Projeção é de que haja aumento nos valores de frutas, legumes e verduras entre julho e agosto

No mês de junho, o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, apresentou queda de 0,89%. No primeiro semestre, os preços registram diminuição de 0,30%. Em um ano, a alta nos preços atingiu 0,06% e, se comparada a junho de 2016, a inflação em 12 meses foi de 13,76% naquele mês.

Leia também: Compras em aplicativos são realidade para 59% dos consumidores conectados

Dessa forma, a queda persistente e expressiva neste período possibilitou valores mais competitivos e ofertas aos clientes dos supermercados . Segundo Rodrigo Mariano, Gerente de Economia e Pesquisa da APAS, a inflação em 12 meses, em junho, é a menor desde dezembro de 2009, quando foi registrada queda de 0,16%.

A queda de 0,89% no mês de junho, segundo o economista, é a menor para o mesmo mês desde 2010 (-1,03%). Assim, como ocorrido em 2009, quando a inflação foi beneficiada pelo comportamento mais estável dos preços dos alimentos, o índice tem se mostrado estável e em tendência de queda, devido à contribuição dos preços dos mantimentos, que têm registrado estabilidade e, em alguns casos, redução nos valores.

“A crise econômica, ao afetar negativamente o emprego e a renda da população, contribuiu para uma demanda reprimida, que se refletiu na queda no consumo das famílias, colaborando para menor inflação. Aliado a isto, a maior disponibilidade de produtos, principalmente os agrícolas, tem contribuído para uma inflação mais comportada dos alimentos in natura”, afirma Rodrigo. Assim, a queda nos preços dos mercados, em junho, se deu, principalmente, pela diminuição dos valores destes itens e pela queda nos preços da carne e de seus derivados.

Produtos

No caso dos Produtos In Natura, houve redução de 7,34%, com destaque para os tubérculos, com retração de 10,87%, em relação aos preços da batata (-14,91%) e cebola (-13,18%). Em um ano houve queda de 21,61% nos preços destes itens e, no acumulado de janeiro a junho, queda de 4,19%.

Leia também: Tesouro Nacional afirma que Dívida Pública cresceu 3,22% e atingiu R$ 3,357 tri

Os produtos  industrializados apresentaram ligeira diminuição, com variação de -0,62%, relacionada aos preços de Derivados do Leite (-1,53%) e da Carne (-1,48%). Os preços dos Semielaborados (Carnes e Leite) mantiveram a estabilidade (0,0%). Por outro lado, houve elevação nos preços dos Cereais (5,59%), diante do aumento do valor do feijão (22,79%), que foi contrabalanceado pela queda na valoração de Carnes Bovinas (-2,42%).

Já as bebidas alcoólicas apresentaram variação de 0,43%. As não alcoólicas registraram alta de 0,51%, relacionada, principalmente, aos preços de refrigerantes (0,39%). Os produtos de limpeza obtiveram alteração de 0,76% e os artigos de higiene e beleza apontaram relativa estabilidade, em -0,01%.

O que esperar?

De acordo com os dados do IPS, entre julho e agosto serão observadas elevações principalmente nos preços das frutas, legumes e verduras. O leite também tende a sofrer aumento nesta época do ano, diante da entressafra. O último trimestre de 2017, que compreende os meses de outubro, novembro e dezembro deve registrar alguma elevação nos preços.

Leia também: Bancária gestante recebe indenização de R$ 10 mil por assédio moral

“De qualquer forma, os valores se manterão mais comportados, se comparados a 2016, contribuindo para a retomada do poder de compra da população com reflexos positivos nas vendas do setor de supermercados”, finaliza Mariano.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.