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Página no Linkedin mostra a capacitação de refugiados que estão no Brasil e quer diminuir o preconceito em relação aos novos "brasileiros"; entenda

A campanha Talentos Invisíveis, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajetórias
Reprodução/ Facebook
A campanha Talentos Invisíveis, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), busca dar visibilidade a essas trajetórias


A situação dos refugiados tem alta complexidade. Além de enfrentarem a barreira da língua e o preconceito, a grande maioria não consegue uma colocação no mercado de trabalho.  Mesmo com experiência profissional comprovada, fluência em línguas estrangeiras e diplomas que comprovam a capacidade técnica deles, empresas dão pouca atenção a essa parcela da população.

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Exemplo dessa exclusão na hora da contratação é a dos refugiados Abdulbaset Jarour, vindo da Síria, e da moçambicana Lara Lopes. Ela é da área de tecnologia e mesmo com experiência e fluência no inglês, demorou muito tempo para conseguir ocupação em sua área de formação (isso ocorreu há apenas dois meses). O sírio Jarour trabalhou por 33 anos em seu país e mesmo a falar três idiomas – árabe, inglês e português – está desempregado.

Para tentar minimizar o preconceito e ajudar essa parcela da população a recomeçar suas vidas no Brasil foi criada pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e pelo Programa de Apoio para a Recolocação do Refugiado (Parr), a campanha Talentos Invisíveis.

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No canal online criado pela Acnur na rede social profissional Linkedin e o no site oficial do projeto, estão disponibilizados currículos de diversos refugiados, oriundos dos mais variados países.  Os dez participantes da primeira fase dessa campanha de conscientização foram escolhidos por uma curadoria, mas outros cadastros podem ser acessados no programa de recrutamento Parr.

O Brasil, em 2016, registrou 9.552 refugiados reconhecidos pelo governo federal. Muitos deles não conseguem colocação profissional, sendo que a maioria dele, quando tem condição, voltam para universidade para tentar um diploma válido aqui no Brasil. 

Desinformação

Na opinião de Miguel Pachioni, que é assistente de informação pública da Acnur, a falta informações por parte dos contratantes sobre a condição de refugiado resulta na construção de estigmas. “A gente não enxerga apenas uma pessoa que necessita de segurança, proteção, mas também de uma vida digna. Isso faz com que ela tenha que ter ao seu alcance a possibilidade de exercer e de contribuir para a sociedade que passa a integrar”, apontou ele.  Ainda em sua opinião, o trabalho é uma forma digna de reconhecimento da capacidade cultural e intelectual dos refugiados.

*Com informações da Agência Brasil

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