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Os dados são do IBGE e sinalizaram ainda que em relação a julho, é a menor variação registrada para o mês, juntamente com o resultado de 2003; veja

Brasil Econômico

Prévia da inflação oficial, medida pelo IBGE, tem deflação e resulta em menor taxa desde 1998
Agência Brasil/EBC
Prévia da inflação oficial, medida pelo IBGE, tem deflação e resulta em menor taxa desde 1998


Prévia da inflação oficial, divulgada nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), apontou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) apresentou variação negativa de 0,18% em julho, ficando abaixo da taxa de 0,16% obtida em junho.

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Essa é a prévia da inflação oficial com o índice mais baixo desde setembro de 1998, quando registrou -0,44%. Já em relação a julho, é a menor variação registrada para o mês, juntamente com o resultado de 2003.

O resultado no ano foi para 1,44%, portanto abaixo dos 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado. Ao considerar os últimos 12 meses, o índice caiu para 2,78%, resultado inferior aos 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, o que constitui a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando registrou 2,64%. Em julho de 2016, a taxa foi de 0,54%.

Grupo de despesas

O IBGE apontou que o grupo de despesas de alimentação e bebidas e o de transporte apresentaram deflação no período analisado, com queda no índice de julho, de -0,55% e -0,64%, respectivamente.

O grupo dos alimentos, que tem participação de 25% nas despesas das famílias brasileiras, apresentou o mais intenso impacto negativo, de -0,14 ponto percentual (p.p.), enquanto o grupo dos transportes, que participa com 18%, ficou com -0,11 p.p.  Foi aputado ainda que o grupo dos artigos de residência também apresentou queda de 0,55%, embora tenha participação menor nas despesas (4%), com impacto de -0,02 p.p.

Outro destaque ficou por conta da queda apurada nos alimentos comprados para o consumo em casa, que no período chegaram a ficar 0,95% mais baratos. As regiões pesquisas para identificar este indicadores tiveram queda nos preços, com variação negativa de 0,37% em Brasília, no Distrito Federal, e de – 1,61%.

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Os preços da maioria dos produtos ficaram mais baixos de junho para julho, com destaque para a batata-inglesa que teve queda no preço na ordem de 19,07%, o tomate com retração de 8,48% e as frutas com queda de 4%. Na alimentação fora de casa, a variação média foi de 0,20%, com as regiões apresentando resultados entre a queda de 0,41%, registrada na região metropolitana do Rio de Janeiro, até a alta de 1,10% em Goiânia.

Nos transportes, a queda de 0,64% foi influenciada pelos preços dos combustíveis , com queda de 3,16%. O etanol chegou a atingir  retração de 4,81%, enquanto o litro da gasolina passou a custar 2,98% mais barato no período. Por outro lado, as passagens aéreas subiram 5,77%. Todos os indicadores ajudaram a compor a prévia da inflação oficial medida pelo IBGE.

*Com informações da Agência Brasil

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