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Na segunda prévia de julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo registrou deflação de 1,14%. A taxa foi de -1,16% no mesmo período de junho

A FGV mostrou também uma variação de 0,13% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)
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A FGV mostrou também uma variação de 0,13% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

Nesta quarta-feira (19), o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou uma deflação de 0,71% no Índice Geral de Preços – Mercado ( IGP-M ) no segundo decêndio de julho, que compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de -0,61%.

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De acordo com a FGV , essa foi a quarta queda nos preços do índice, usado no reajuste dos contratos de aluguel. Também na segunda prévia de julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou deflação de 1,14%. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -1,16%. Já a variação dos bens finais passou de 0,20% para -1,12%, sendo o subgrupo alimentos in natura o principal contribuinte, ao passar de 2,72% para -6,53%.

O grupo bens intermediários variou de -0,20%, em junho, para -0,65%, em julho. O subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,10% para -3,93% foi apontado como o principal destaque para o resultado. Enquanto o índice referente a matérias-primas brutas registrou variação de -1,78%, ante a taxa de -3,98% do mês anterior.

Os itens que mais contribuíram foram: minério de ferro, ao passar de -13,67% para -0,95%, cana-de-açúcar, de-3,12% para -1,67% e bovinos, de -3,11% para -1,91%. Por outro lado,  destacaram-se as taxas do milho em grão, que passou de -4,54% para -7,05%, algodão em caroço, de -3,45% para -9,21% e minério de cobre, indo de 0,00% para -7,11%.

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Outros índices

Ainda no segundo decêndio de julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,04%, ante 0,01%, do mesmo período do mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram altas em suas taxas de variação. Um exemplo é o grupo habitação, que passou de 0,19% para 0,41%. Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa avançou de 0,08% para 0,33%.

Outros acréscimos obtidos em julho foram observados nos seguintes grupos: alimentação, de -0,46% para -0,40%, educação, leitura e recreação, de 0,12% para 0,36% e comunicação, de -0,03% para 0,17%. Os itens frutas, show musical e pacotes de telefonia fixa e internet foram os principais contribuintes, ao variarem de -6,74%, -0,07% e -0,41% para -3,50%, 2,73% e 0,50%, respectivamente.

Em contrapartida, recuaram as taxas dos grupos: transportes, indo de -0,17% para -0,48%, despesas diversas, de 0,39% para 0,14%, saúde e cuidados pessoais, de 0,48% para 0,46% e vestuário, de 0,64% para 0,52%. Nestas classes de despesa, os itens gasolina, passando de -0,85% para -2,32%, tarifa postal, de 4,94% para 0,00%, salão de beleza, de 0,60% para 0,11% e roupas femininas, de 1,10% para -0,07% influenciaram o movimento do índice.

A FGV mostrou também uma variação de 0,13% no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), ante a 1,33% de junho, enquanto o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou para -0,03% - acima do -0,09% do mês anterior. O índice que representa o custo da  mão de obra  variou 0,26%, frente a 2,51% de junho.

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