Brasileiros são os que compram os imóveis mais caros em Miami, segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita
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Brasileiros são os que compram os imóveis mais caros em Miami, segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita

Cerca de 2,1 mil brasileiros possuem imóveis não declarados em Miami, nos Estados Unidos, de acordo com informações divulgadas pela Receita Federal nesta terça-feira (18). Os números são relativos às propriedades adquiridas em 2015 por meio de empresas limitadas.

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Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins, esses proprietários de imóveis em Miami serão alvos de fiscalização a partir de agosto, quando termina o prazo de adesão do Regime de Regularização Cambial e Tributária. 

Um dos detalhes que chamaram a atenção dos auditores brasileiros é que 75% desses imóveis foram pagos à vista, em dinheiro. "Os brasileiros, embora sejam a segunda nacionalidade que mais adquire imóveis em Miami, são os que compram os imóveis mais caros”, afirmou.

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Ainda de acordo com Martins, os brasileiros são responsáveis por 12% de todas as aquisições de imóveis na cidade norte-americana. “Em 2015 os brasileiros adquiriram US$ 730 milhões em imóveis nos Estados Unidos. É um valor médio de aquisição de R$ 766 mil, e 43% desses imóveis foram adquiridos por meio de sociedades limitadas, e não declaram no imposto de renda”, disse.

“A partir dessas informações e de trabalhos feitos por auditores, estão sendo identificados contribuintes que não entraram na repatriação. Estamos acompanhando eles. Quem não declarou esses valores terá de pagar os tributos”, disse o subsecretário. “O valor do imóvel será contabilizado como renda. Agora estamos esperando terminar o prazo de adesão ao Regime de Regularização, em 31 de julho. Se não aderirem, iniciamos a fiscalização em agosto”, acrescentou.

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Foi possível identificar estes ativos em Miami porque o Brasil faz parte de um grupo de 100 países que integram a Convenção Multilateral para Troca de Informações entre Países. “Os países que já aderiram a essa convenção trocam informações de forma automática. Se algum brasileiro tiver patrimônio em algum desses países, a Receita Federal no Brasil recebe essa informação de forma automática. Podemos afirmar que muitos dos países que eram paraísos fiscais já aderiram ao programa. Ou seja, para fins tributários, o mundo passa a ser um mundo sem fronteira”, destacou o subsecretário de Fiscalização da Receita.

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