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Segundo a Caixa Econômica Federal informou que valor foi movimentado só no primeiro semestre e que o uso do recurso cresce em anos de crise; veja

Brasil Econômico

Procura por penhor cresce em anos de crise. Só no primeiro semestres Caixa movimentou R$ 7,2 bilhões em contratos e renovações de contratos de objetos penhorados
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Procura por penhor cresce em anos de crise. Só no primeiro semestres Caixa movimentou R$ 7,2 bilhões em contratos e renovações de contratos de objetos penhorados


Segundo balanço da Caixa Econômica Federal milhares de brasileiros têm recorrido ao penhor para tentar driblar a crise econômica. Só no primeiro semestre deste ano, penhorar joias, como forma de empréstimo, resultou em R$ 7,2 bilhões em contratos e renovação de contratos. O montante representa alta de 11,3% na comparação com igual período do ano anterior.

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O sistema de  penhor da Caixa tem uma taxa de juro de 2,1% ao mês e pode ser renovado quantas vezes o cliente quiser. O empréstimo poderá chegar até 100% do valor do bem para clientes com conta salário na Caixa e relacionamento com o banco. Depois de quitar o contrato, o cliente recebe seu bem de volta.

Para tal medida, o banco aceita itens produzidos em ouro, prata, com pedras como o diamante e pérolas, por exemplo. Relógios e canetas de valor também podem ser penhorados. Os objetos passam por uma avaliação e o cliente sai com o valor em mãos na hora.

Dívidas

Penhorar joias em troca de dinheiro cresce em períodos de crise, quando a inadimplência atinge índices alarmantes e o brasileiro procura recursos para se livrar das dívidas. Atualmente, mais de 56,4% dos brasileiros estão endividados, sendo que os cheques pré-datados, cartões de crédito e cheque especial, são os maiores custos das famílias, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou entre maio e junho de 2017, passando de 24,2% para 24,3%.

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Especialista

Na opinião do professor do departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília, Roberto Bocaccio Piscitelli, o ditado vão os anéis ficam os dedos, tem sido bem levado a sério pelo brasileiro.

Apesar de ser uma das últimas opções, o penhor apresenta condições mais vantajosas que outros empréstimos, tanto em questão de juro quanto pelo fato de ser uma linha sem burocracia, pois dispensa avaliação de risco de crédito. Porém, é um recurso utilizado quando o consumidor não vê mais saída para suas contas. "Normalmente, o penhor é uma das últimas coisas que a pessoa recorre por representar o risco de perder um patrimônio, que às vezes tem grande valor de uso."

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