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Já na comparação entre os meses de maio e abril de 2017 o registro é de estabilidade das vendas do varejo, com o tímido recuo de 0,1% no período

Brasil Econômico

Nesta quarta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou resultados referentes ao levantamento do  volume de vendas do varejo na comparação entre maio de 2016 e 2017. O saldo é a segunda taxa positiva do ano,  ao apresentar alta de 2,4%, na série sem ajuste sazonal.

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Tecidos, vestuário e calçados teve alta significativa no varejo na comparação anual de 5%
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Tecidos, vestuário e calçados teve alta significativa no varejo na comparação anual de 5%








Por outro lado, o IBGE aponta que o índice de volume do varejo obteve queda de 0,8% nos cinco primeiros meses do ano de 2017, enquanto que o acumulado dos últimos 12 meses é de recuo de 3,6%, o que enfatiza a redução de baixas iniciada em outubro do ano passado, quando a marca era de 6,8% negativo.  

Já entre os meses de maio e abril o registro é de estabilidade das vendas do varejo, com o tímido recuo de 0,1%. Por outro lado, a mesma comparação, mas com receita nominal, ou seja, sem descontar a inflação, o resultado é de 0,2% positivo. O IBGE ainda aponta que, com o ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral das vendas do comércio também é o saldo negativo de 0,1%, enquanto que para a receita nominal a variação é de total estabilidade, com 0%.

Categorias

O resultado negativo de 0,1%  – embora estável de abril frente à maio  – é fruto da baixa de vendas nas quatro das oito categorias avaliadas pelo Instituto. O destaque negativo foi para o setor de tecidos, vestuário e calçados, que teve retração de 7,8%. Livros, jornais, revistas e papelaria também vem de baixa, com 4,5%. Informática e comunicação e outros artigos de uso pessoal e domésticos possuíram quedas mais tímidas de respectivos 2,8% e 0,1%.

Em contrapartida, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi a atividade com o maior crescimento mensal, de 1,4%, seguido por móveis e eletrodomésticos, com 1,2%. Artigos farmacêuticos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e combustíveis e lubrificantes apresentaram variações respectivas de 0,9% e 0,6%.

Na série ajustada sazonalmente, o comércio varejista ampliado, vem de baixa de retração de 0,7% entre abril e maio, mesmo com o avanço de 1,2% na subcategoria de veículos e motos, partes e peças. Se na comparação anterior, material de construção obteve retração de 2%, no último levantamento o setor mostrou superação, com crescimento de 1,9%.

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Maio de 2016 x maio de 2017

Entre as oito atividades apresentadas, cinco mostraram desempenhos positivos, o que explica o saldo favorável de 2,4%. E a explicação para isso tudo, o IBGE aponta que foi a comemoração do Dia das Mães e a diferença de um dia útil a mais em maio deste ano.

Se você foi uma das pessoas que presenteou a mãe com móveis e eletrodomésticos, saiba que a categoria foi o destaque anual, com crescimento de 13,8%. Enquanto que equipamentos e material para escritório, informática e comunicação que teve alta de 8,8%, mas que no acumulado dos cinco primeiros meses teve baixa de 4,6%, à medida que no acumulado dos últimos 12 meses a baixa foi 7,6%.

Tecidos, vestuário e calçados também teve alta significativa na comparação anual, mas de 5%. No acumulado deste ano o saldo também foi positivo, com alta de 6%, mas no acumulado dos últimos 12 meses (até maio) houve retração. 

Em terceiro lugar do ranking anual vem artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 3,8%, que é o primeiro resultado positivo após a sequência de 13 baixas. Mesmo com a recente superação, o acumulado do ano e nos últimos 12 meses a categoria apresentou quedas respectivas de 1,6% e 3%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico que obteve a variação de 2,6%, nos cinco primeiros meses de 2017 teve queda de 2%, ao passo que para os últimos 12 meses a baixa foi ainda maior, de 5,2%.

Quem ficou completamente estável – 0%  – no confronto anual foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo. Mas que sob outra perspectiva apresentou baixa nos dois levantamentos acumulados, considerando o período entre janeiro e maio deste ano, o recuo foi de 0,9% e nos últimos 12 meses o resultado foi de baixa de 2%.

Em contrapartida, combustíveis e lubrificantes a baixa anual foi de 0,9%. O padrão negativo se estende aos períodos mais longos, com variações de 4,3% e 7% nos respectivos acumulados do ano e dos últimos 12 meses.

Um dos setores que registrou a retração mais considerável foi livros, jornais, revistas e papelaria, com variação prejudicial de 1%, acompanhando os outros acumulados, que nos últimos 12 meses teve queda de 4,3% e de 10,5% no período entre janeiro e maio de 2017. De acordo com a avaliação do IBGE, as baixas constantes dizem respeito à tendência de substituição dos produtos impressos pelos do meio eletrônico.

Dia das Mães

Ainda levando em consideração a data comemorativa que impulsionou a alta já citada de 2,4%, o IBGE ressalta que a redução da taxa de juros ao consumidor comum e a recomposição da massa de rendimentos reais habitualmente recebidos foram importantes para o resultado. Móveis e eletrodomésticos no acumulado do ano teve avanço de 4,6%, enquanto que no acumulado de 12 meses o saldo é negativo, de 4,7%.

Regional

No período entre abril e maio, a estabilidade de 0,1% ficou em 14 das 27 Unidades da Federação. Em relação às altas, o Distrito Federal e Goiás tiveram os crescimentos de 2,7% e 2,5%, respectivamente, Enquanto que Tocantins teve o resultado favorável de 2,4%. Em Alagoas, a estabilidade de 0% marcou o período.  Em Amapá, Sergipe e Santa Catarina, o volume de vendas caiu respectivamente, 3,7%, 3,1% e 2,7%.

Em relação à comparação anual, o volume de vendas no varejo nacional de 2,4% atingiu 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque positivo para Santa Catarina e Alagoas, com crescimentos respectivos de 11,6% e 9,3%.

Sergipe e Goiás, por outro lado, foram os estados com as principais baixas nas vendas, de 9,6% e 6,2%, nesta ordem. 

No comércio varejista ampliado, Espírito Santo e Amazonas tiveram os melhores índices, com altas respectivas de 14,9% e 13,7%. A maior participação no volume de vendas do varejo é de Santa Catarina, que teve impacto de 12,9%, logo em seguida vem o Rio Grande do Sul, com 12,3%. Rio de Janeiro e São Paulo aparecem com as taxas respectivas de 5,9% e 2,9%.

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