Tamanho do texto

Levantamento considerou 121 potenciais e reais investidores brasileiros; startups do setor financeiro interessam a 50% dos entrevistados no estudo

Depois das fintechs, setor que mais gera interesse dos investidores é o das edtechs
shutterstock
Depois das fintechs, setor que mais gera interesse dos investidores é o das edtechs

Cerca de 50% dos investidores brasileiros procuram oportunidades na área de fintechs, mas não querem apostar valores elevados. Esta conclusão foi anunciada após levantamento da Triple Seven Investiments, que considerou 121 potenciais e reais investidores do Brasil. De acordo com a pesquisa, 51% deles estão dispostos a investir até R$ 100 mil nessas empresas, valores avaliados como baixos.

Leia também: Conheça cinco franquias que apostam no modelo "faça você mesmo"

Ainda segundo o estudo, o interesse em investimento é significativo: 59% dos entrevistados já dedicaram capital a alguma startup nos últimos dois anos e continuam em busca de oportunidades, enquanto 41% têm a intenção de fazê-lo. Depois das fintechs , o setor que mais gera interesse dos investidores é o das edtechs, que foram vistas com bons olhos por 48% dos participantes. A área de health care vem logo na sequência, com interesse de 45% dos entrevistados. 

De acordo com Vitor Kawamura, sócio da empresa, apesar do interesse demonstrado, ainda há receio por parte dos investidores em colocar maiores quantias nas startups, valores estes que podem não ser suficientes para que elas cresçam ao ponto de se tornarem atrativas para futuros rounds de investimento. “Isso acontece pois no Brasil existem outras opções com retornos atrativos”, afirma.

Leia também: Conheça cinco empresas que se renovaram em tempos de crise

Na opinião de Kawamura, quem pretende começar com aportes em startups – ou até mesmo mesmo quem procura diversificar seu portfólio – deve procurar suporte em alguma entidade do ecossistema, como incubadoras, aceleradoras, investidores-anjo e grupos especializados para aumentar suas chances de sucesso. “Uma alternativa é co-investir com outras pessoas ou entidades para chegar a valores que realmente possibilitem o crescimento da empresa”, sugere.

Leia também: Aplicativo calcula salário líquido, férias e muito mais; veja como funciona

“Oferecemos a opção de investimento individual ou conjunto em nossa carteira de sete empresas, selecionadas a dedo entre as mais de 2.500 que se candidataram para fazer parte do portfólio”, declara Leonardo Gomes, também sócio da empresa que indicou as fintechs como setor preferido dos investidores brasileiros. Com aportes em suas startups que ultrapassam R$ 5 milhões nos últimos três anos, a meta da Triple Seven para 2018 é auxiliá-las a escalarem suas operações e chegar a um faturamento de R$ 18,8 milhões.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.