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Número maior de exportações no mês de junho ajudou o indicador a ter o melhor resultado na série histórica; commodities também influenciaram

Brasil Econômico

A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre do ano com superavit de US$ 36,219 bilhões. O resultado é fruto de um número maior de exportações do que importações. Outro fator de influência foi a recuperação dos preços das commodities.

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Balança comercial surpreende ao atingir o melhor resultado em 29 anos no País, informou nesta segunda-feira o MDIC
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Balança comercial surpreende ao atingir o melhor resultado em 29 anos no País, informou nesta segunda-feira o MDIC


O valor é o melhor para balança comercial em 29 anos informou nesta segunda-feira (3) o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). De janeiro a junho, o saldo acumula alta de 53,1% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Foi informado ainda que só no mês de junho, as exportações superaram as importações em US$ 7,195 bilhões. O saldo é o melhor para o mês e o segundo mais alto para toda a série histórica, só perdendo para os US$ 7,661 bilhões registrados em maio deste ano.

Em seis meses as exportações brasileiras somaram a cifra de US$ 107,714 bilhões. Esse é o quinto melhor primeiro semestre da história, com crescimento de 19,3% pela média diária em relação ao mesmo período do ano passado.

Já as importações chegaram a US$ 71,495 bilhões, o que representa alta de 7,3% na média diária. Só no mês passado (junho), o Brasil exportou US$ 19,788 bilhões e comprou US$ 12,593 bilhões do exterior.

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Influenciadores

Segundo analise do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o resultado foi diretamente influenciado pelos preços praticados no exterior, o que ajudou a ampliar as exportações do País.

O balanço apontou ainda que de janeiro a junho, os preços das mercadorias exportadas tiveram alta na ordem de 17,6%, em média, e a quantidade vendida subiu 1,8% no período. Em relação às importações, os preços tiveram alta média de 4,2%, e a quantidade aumentou 2,9%.

A suspensão da importação de carne fresca brasileira pelos Estados Unidos ainda não teve impacto na balança comercial brasileira. As exportações de carne bovina encerraram junho com crescimento de 16,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. As vendas de carne suína tiveram desempenho melhor: alta de 31,2% na mesma comparação.

*Com informações da Agência Brasil

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