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O intervalo de tolerância é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A meta deve ser perseguida pelo Banco Central nos próximos anos; entenda

Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu as novas metas para inflação nos próximos anos. Para 2019  foi estipulado o indicador na ordem de 4,25% e para 2020, em 4%. O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira, e o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn.

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CMN apresentou nesta quinta-feira (29) nova meta para inflação para 2019 e 2020. Essa foi a primeira redução desde 2005.
Agência Brasil/EBC
CMN apresentou nesta quinta-feira (29) nova meta para inflação para 2019 e 2020. Essa foi a primeira redução desde 2005.


As novas perspectivas foram anunciadas pela equipe econômica nesta quinta-feira (29) e é a primeira redução do indicador feita pela CMN desde 2005. Foi informado ainda que o intervalo de tolerância para o indicador da inflação é de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.   Com isso, o Banco Central cumprirá a meta se a inflação oscilar entre 2,75% e 5,75%, em 2019, e entre 2,5% e 5,5%, em 2020.

Otimismo

As novas perspectivas aninaram o mercado financeiro. Segundo o  gestor da GGR Investimentos, Rafael Sabadell, a notícia somada a continuídade da aprovação das reformas propostas pelo atual governo animou os investidores .

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"O mercado tem abertura positiva para os principais ativos de risco. A aprovação na Comissão de de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e prosseguimento para plenário do Senado da reforma trabalhista é uma boa sinalização em meio as dificuldades enfrentadas recentemente pelo governo. Agora pela manhã também foi anunciada a redução da meta de inflação de 2019 e 2020 para 4,25% e 4%, respectivamente, demonstrando o comprometimento da autoridade monetária com a trajetória de queda da inflação", disse. 

Revisão do PIB

O anúncio é feito um dia após  o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles , afirmar que a projeção para o Produto Interno Bruto ( PIB ) será revista para baixo em breve pela equipe econômica.

"Nós chegamos, a um certo momento, a [prever um crescimento de] 2,7%. Não mudamos essa previsão ainda formalmente mas, de fato, ela tem um certo viés de baixa", afirma. "Mas não é algo que será abaixo de 2%. Será acima de 2%. Qualquer coisa entre 2% e 2,7%. Temos aí um efeito [da crise política], mas um efeito moderado", afirmou ele na quarta-feira (28).

Vale ressaltar que a inflação tem relação direta com outros indicadores econômicos, como por exemplo, a taxa básica de juros – Selic. Para atingir a meta estipulada o Comitê de Política Monetária (Copom) pode reduzir ou aumentar a taxa de juros. 

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