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O acréscimo registrado em junho foi evidenciado como consequência de uma leve melhora na avaliação das empresas e nas perspectivas a curto prazo

Brasil Econômico

Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV avança 0,2 ponto em junho
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Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV avança 0,2 ponto em junho

O Instituto de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) apontou nesta terça-feira (27) que em junho, o Índice de Confiança da Construção ( ICST ) apresentou variação positiva de 0,2 ponto, alcançando 74,2 pontos – levando em consideração o ajuste sazonal dos dados. Com este acréscimo, o índice retornou ao mesmo nível registrado em setembro do ano passado.

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“A pequena alta do ICST em junho sugere que o efeito percebido do aumento da incerteza após 17 de maio sobre os negócios não foi expressivo. A desagregação setorial do resultado revela dinâmicas distintas entre os principais segmentos do setor. No de Edificações - menos dependente de iniciativas diretas do governo - as expectativas voltaram a subir em junho após queda expressiva no mês anterior. Já no segmento de Obras de Infraestrutura, houve piora adicional neste último mês”, afirmou a coordenadora de projetos da construção do Ibre/ FGV , Ana Maria Castelo.

Avaliação das empresas

O acréscimo registrado no sexto mês do ano foi evidenciado como consequência de uma leve melhora na avaliação das empresas e nas perspectivas a curto prazo, uma vez que os indicadores de ambas avançaram 0,2 ponto. O índice de Situação Atual (ISA-CST), responsável por medir a situação dos negócios correntes, foi considerado o maior destaque de junho, com alta de 1,2 ponto, ao passar para 65,8 pontos. Com o resultado o índice conseguiu se recuperar do recuo de 2,2 pontos do mês anterior.

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Já o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou devido à alta de 0,4 ponto do indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos próximos seis meses, que ficou com 86 pontos e se recuperou da queda de 3,8 pontos de maio.

NUCI

Por outro lado, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor teve queda de 0,6 ponto percentual (p.p.), em junho, com 61,5%, ficando assim, 21,4 pontos percentuais abaixo do maior nível da série histórica da pesquisa, registrado em setembro de 2013, quando ficou em 82,9%.

 De acordo com a FGV, os indicadores da sondagem de construção mostram ainda o pessimismo entre as empresas do setor, sendo influenciada pela incerteza do cenário político e do rumo que os negócios podem tomar. Essa piora pode ser exemplificada pela baixa nas expectativas do segmento de obras de Infraestrutura nos últimos dois meses.

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