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Expectativa de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses registrou recuo de 0,2 ponto se comparado a maio, passando para 6,9%

Brasil Econômico

FGV mostrou que somente o grupo vestuário apresentou alta em sua taxa, ao variar de 0,47% para 0,50%
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FGV mostrou que somente o grupo vestuário apresentou alta em sua taxa, ao variar de 0,47% para 0,50%

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta sexta-feira (23) que em junho, a expectativa de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses apresentou uma queda de 0,2 ponto se comparado a maio, passando para 6,9% - menor taxa desde janeiro de 2013, quando o esperado era de 6,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador recuou 3,6 pontos percentuais.

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“A tendência de queda das taxas projetadas de inflação vem ocorrendo desde março de 2016 e refletem a recessão prolongada e seus efeitos sobre o consumo das famílias. Nos últimos meses, o ritmo de queda das expectativas dos consumidores aumentou, fazendo com que a diferença em relação às expectativas dos especialistas consultados pelo Banco Central para o Boletim Focus, que alcançara 4,7 pontos percentuais, em fevereiro de 2016, tenha se reduzido a apenas 2,3 p.p., a menor desde março de 2015. A tendência sinaliza aumento da confiança na política monetária, e favorece a recuperação da economia nos próximos meses”, afirmou a economista do Ibre/ FGV , Viviane Seda Bittencourt. 

O movimento de migração de respostas para valores menores ao limite superior da meta de inflação estipulada pelo Banco Central (BC) para este ano permaneceu em junho, uma vez que 53,8% dos consumidores consultados preveem inflação inferior a 6% nos próximos 12 meses. Ainda houve o aumento da frequência relativa de respostas na faixa entre 3,5% a 4,5%, para 18,5% do total, maior percentual desde março de 2008, quando a taxa registrou 18,5%.  Já entre os intervalos acima do teto de 6%, a faixa entre 7 e 8% foi a com maior redução na frequência de respostas, ao passar de 10,6% para 8,7%.

A Fundação também apontou deflação em todas as faixas de renda exceto nas famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800. A faixa de menor poder aquisitivo, ou seja, de até R$ 2.100, obteve o recuo mais expressivo, indo de 8,5% em maio para 7,3% em junho, considerado o menor nível desde dezembro de 2013. 

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Vale lembrar que ao longo de 2016, houve um descolamento significativo das expectativas de inflação dos consumidores e de especialistas, e a partir de janeiro deste ano observou-se o início de um movimento de redução desta diferença.

IPC-S

No que se diz respeito ao Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 22 de junho de 2017, a variação foi negativa, de 0,12%, com 0,25 ponto percentual (p.p.) a menos do que o da taxa registrada na última divulgação. Ainda no mês de junho, sete das oito classes de despesas que integram o índice decresceram em suas taxas de variação, sendo o grupo habitação o principal contribuinte para o resultado, ao passar de 0,44% para -0,18%. Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 1,92% para -2,16%.

Também recuaram os seguintes grupos: alimentação, indo de -0,39% para -0,57%; transportes, de -0,08% para -0,20%; educação, leitura e recreação, de 0,36% para 0,32%; saúde e cuidados pessoais, de 0,56% para 0,40%; comunicação, de -0,04% para -0,17% e despesas diversas, ao passar de 0,49% para 0,45%. Nestas classes de despesa, os itens carnes bovinas, gasolina, salas de espetáculo, artigos de higiene e cuidado pessoal, mensalidade para internet e tarifa postal também contribuíram para a queda, ao passarem de 0,13%, -0,89%, 0,03%, 0,60%, 0,67% e 6,40% para -1,53%, -0,85%, 0,14%, -0,08% e 4,37%, respectivamente.

Por outro lado, a FGV mostrou que somente o grupo vestuário apresentou alta em sua taxa, ao variar de 0,47% para 0,50%, sendo o item roupas, que passou de 0,35% para 0,51%, o maior destaque. 

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