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O otimismo de quem atua no segmento teve queda de 1,8 ponto em junho, ao se comparar com maio. Entidade afirma que crise ainda afeta o setor; veja


CNI  aponta queda no otimismo dos empresários que atuam no segmento no País. Crise ainda afeta negativamente o setor
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CNI aponta queda no otimismo dos empresários que atuam no segmento no País. Crise ainda afeta negativamente o setor


Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou por meio do seu Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) pessimismo neste segmento de mercado. O indicador somou 51,9 pontos neste mês de junho, o que representa queda de 1,8 ponto na comparação com o mês anterior, maio.

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Essa é a primeira queda do indicador após quatro meses de estabilidade, informou a CNI . A crise econômica ainda impacta de forma negativa as indústrias no País. "Como ainda mantém-se acima da linha divisória de 50 pontos, o ICEI revela que os empresários permanecem confiantes, mas a confiança se reduziu entre maio e junho".

Os indicadores da pesquisa feita pela entidade setorial variam em uma escala que vai de zero a 100 pontos. Segundo o estudo divulgado nesta quinta-feira (22), quando o índice fica acima de 50 pontos, os empresários estão confiantes.

 Mesmo com a sinalização de otimismo entre os empresários do setor, a CNI sinaliza, no entanto, que o índice de junho é insuficiente para estimular o investimento industrial . Embora esteja 6,2 pontos acima do registrado em junho do ano passado, a confiança do empresário continua abaixo da média histórica, que é de 54 pontos.

"Com a queda de junho, a confiança fica ainda mais distante do nível necessário para a recuperação da economia ", disse o economista da CNI Marcelo Azevedo, em nota.

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Grandes empresas

Em contrapartida ao tímido otimismo, as empresas de maior porte tem apresentado uma confiança maior em suas operações. O ICEI neste nicho de mercado alcançou 54,1 pontos. As operações de menor porte, que sentem mais os reflexos negativos do prolongamento da crise, mostram menor otimismo. O indicador nesse setor ficou em 48,8 pontos, abaixo da linha divisória que indica otimismo e visão positiva do setor.

A indústria extrativa foi o segmento que apresentou a maior queda em relação a maio, passou de 57,6 para 52,7. A pesquisa foi realizada com 2.958 empresas, sendo que desse número 1.173 são pequenas, 1.112 são médias e 673 são de grande porte.

Expectativas

Outro indicador medido pela entidade que representas as indústrias em atuação no País, o de Expectativas, apresentou recuo ao cair dos 57,4 pontos em maio para 54,9 pontos neste mês de junho. Esse indicador aponta redução da expectativa de melhora da economia brasileira em curto prazo, ou seja, nos próximos seis meses.

Já o indicador que revela a percepção dos industriais sobre a situação atual das empresas e da economia ficou estável, em 46 pontos, indicando, de acordo com o estudo, que o empresário do setor industrial ainda percebe piora do ambiente corrente de negócios, informou a CNI em nota.

*Com informações da Agência Brasil

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