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Além da suspensão nas vendas, as operadoras que negaram indevidamente a cobertura podem receber multas que variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil

Brasil Econômico

Planos de saúde: seis operadoras podem voltar a comercializar 30 produtos que estavam impedidos de serem comercializados
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Planos de saúde: seis operadoras podem voltar a comercializar 30 produtos que estavam impedidos de serem comercializados

A partir desta sexta-feira (9), está suspensa a comercialização de 38 planos de saúde de 14 operadoras devido ao excesso de reclamações recebidas no primeiro trimestre deste ano, referentes a cobertura assistencial e demora no atendimento. A medida é resultado do monitoramento realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Confira quais aqui.

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Segundo a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Karla Santa Cruz Coelho, cerca de 739 mil consumidores estão sendo protegidos com a medida. Para ela, o monitoramento e a proibição da venda dos planos de saúde podem incentivar as operadoras a reverem a assistência e a melhorarem o atendimento.

“Ao proibir a venda dos planos que estão sendo alvo de reclamações recorrentes sobre cobertura, a ANS obriga as operadoras a qualificar o serviço para atender com eficácia aos usuários. Somente mediante a adequação do atendimento, essas operadoras poderão receber novos clientes”, afirmou Karla.

Reclamações

 A agência registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial no primeiro trimestre, entre o primeiro dia de janeiro a 31 de março. “Desse total, 12.360 queixas foram consideradas para análise pelo programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Foram excluídas as reclamações de operadoras que estão em portabilidade de carências , liquidação extrajudicial ou em processo de alienação de carteira, cujos planos não podem ser comercializados em razão do processo de saída ordenada da empresa do mercado”, expôs a ANS.

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A agência ainda ressaltou que os clientes dos planos suspensos estão protegidos e que continuarão a ter assistência normal até que as operadoras consigam resolver os problemas, para que assim, possam receber novos beneficiários. É importante lembrar que das 14 operadores que integram a lista, quatro já tinham planos suspensos no quarto trimestre de 2016, enquanto as outras 10 ainda não constavam na lista.

Em paralelo, seis operadoras podem voltar a vender 30 produtos impedidos de serem comercializados. Isso acontece quando há uma melhora no atendimento dos beneficiários. Desse modo, três foram liberadas e três tiveram reativação parcial.

A medida preventiva vigora até a divulgação do próximo ciclo, que deve acontecer no segundo semestre. Além de ter a comercialização dos planos de saúde suspensa, as operadoras que negaram a cobertura de maneira indevida podem receber multas que variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil. 

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*Com informações da Agência Brasil

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