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A redução de custos com água, luz e aluguel e uma maior variedade de produtos fazem parte dos benefícios abrangentes ao modelo de negócio

Brasil Econômico

Lojas colaborativas podem ser alternativas para empreendedores que desejam vender suas mercadorias porém não tem recursos suficientes
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Lojas colaborativas podem ser alternativas para empreendedores que desejam vender suas mercadorias porém não tem recursos suficientes

Com a expansão da consciência ambiental, diferentes alternativas de consumo e empreendimento têm surgido no Brasil, sendo as lojas colaborativas uma das mais perceptíveis, com crescimento de 80%, de acordo com empresários do setor.

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 “As lojas colaborativas são uma alternativa para que os profissionais divulguem e comercializem seus trabalhos, contribuindo para a formação de um público consumidor e a consolidação do mercado”, expõe um trecho do boletim “Lojas Colaborativas como Oportunidade 2014” do Sebrae, que aponta esse modelo como uma solução para o processo de comercialização e giro da economia.

Proposta

O aluguel mais em conta para produtores independentes ou microempreendedores que objetivam a venda é uma das propostas da loja colaborativa, onde o consumidor pode encontrar uma gama ampla de produtos como roupas, sapatos, acessórios e itens de decoração, o que aumenta o seu poder de escolha  e a variedade nos preços.

“Desde o começo o número da procura têm aumentado, fui precursora desse modelo no ABC e logo na sequência começaram a aparecer negócios com o mesmo conceito. Para ter uma ideia, a procura do aluguel aumentou em 80%”, relata a proprietária da The Cool Lab, primeiro espaço colaborativo do ABC paulista reconhecido pelo Sebrae, Caroline Makimoto.

Vale ressaltar que em dezembro do ano passado mais de 2 mil  marcas esperavam para expor seus produtos na primeira loja colaborativa do Brasil, a Endossa. Pioneira desse segmento, a loja conta com franquias em três estados brasileiros, além de outras três em São Paulo.

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Benefícios

Entre as vantagens abrangentes ao modelo, está a redução de custos com água, luz e aluguel e a diminuição no número de funcionários. Uma boa localização e divulgação também podem ser fatores importantes trazidos por lojas desse cunho. Além disso, pode ser uma opção para aqueles que desejam vender suas mercadorias, porém não possuem recursos para investir em uma loja física.

“Todos os dias explicamos o conceito para algum cliente, o modelo é novo ainda e desperta curiosidade. O pequeno empresário vê isso como a solução dos problemas, ficam focados na produção e tem toda uma estrutura para venderem o produto”, diz Caroline.

As taxas menores tem atraído cada vez mais microempreendedores, uma vez que o aluguel é de apenas um box, que varia de valor conforme o tamanho, diferente de um espaço físico, onde os gastos são maiores em relação aos insumos de manutenção.

“A colaboração é tendência e solução para muitos. Diante da crise, quem fica sozinho tem que se esforçar em dobro, então a ideia é se ajudar, seja no compartilhamento do espaço, na divulgação, no rateio de todos os custos ou na troca de informações”, conclui Caroline acerca das lojas colaborativas.

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