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Além da queda de 1,2 ponto no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) em maio, a FGV apontou um avanço na inflação das famílias de baixa renda

Brasil Econômico

FGV: Indicador Coincidente de Desemprego também recuou no mês de maio, com variação negativa de 0,1 ponto
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FGV: Indicador Coincidente de Desemprego também recuou no mês de maio, com variação negativa de 0,1 ponto

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta terça-feira (6) um recuo de 1,2 ponto no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) no mês de maio, marcando atuais 99,3 pontos. Esse é o segundo mês em que o indicador permanece estável após três altas significativas que o fizeram avançar 10, 5 pontos em termos acumulados. Para a Fundação, a dinâmica favorável dos meses anteriores afasta, no momento, a possibilidade de reversão da tendência de melhora gradual das condições - ainda precárias - do mercado de trabalho.  

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“O recuo do IAEmp pode refletir alguma perda de confiança quanto à recuperação da economia brasileira ao longo dos próximos meses devido ao aumento da incerteza (principalmente política)”, expôs o economista do Ibre/ FGV , Fernando de Holanda Barbosa Filho.

ICD

O Indicador Coincidente de Desemprego também registrou um recuo no mês de maio, com variação negativa de 0,1 ponto se comparado a abril. Com a baixa, o indicador atingiu 97,3 pontos, mantendo o movimento descendente em relação às médias móveis trimestrais. 

“Os dados do ICD e do IAEmp estão alinhados com os atuais eventos da economia brasileira. O pequeno recuo do ICD cristaliza as quedas sucessivas dos meses anteriores, mostrando a melhora das perspectivas de redução da taxa de desemprego. No entanto, o aumento da incerteza pode reverter este quadro”, afirmou Barbosa Filho.

Destaques

Os indicadores que medem o grau de satisfação com a situação dos negócios no momento atual e o otimismo para os próximos seis meses, ambos da Sondagem da Indústria, foram apontados como os principais contribuintes para o resultado do mês, com retrações de 4,3 e 3,6 pontos, respectivamente.

Já o grupo dos consumidores que detém renda mensal familiar entre R$ 4.800 e R$ 9.600 foi considerado a classe do consumidor mais influente para a queda do ICD, uma vez que o Indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) apresentou recuo de 2,5 pontos.

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IPC-C1

A entidade também divulgou nesta terça (6) os resultados referentes ao Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que variou 0,67% em maio, taxa 0,56 ponto percentual (p.p.) acima da registrada em abril, quando o índice apresentou variação de 0,11%. Desse modo, o indicador acumula acréscimo de 1,98%, no ano e de 3,47% nos últimos 12 meses.

Ainda em maio, o Índice de Preços ao consumidor – Brasil (IPC-BR) variou positivamente em 0,52%. Com isso, a taxa do indicador ficou em 4,05% nos últimos 12 meses, nível superior ao registrado pelo IPC-C1.

As taxas de variação de cinco das oito classes de despesa que integram o índice registraram acréscimo no mês, sendo elas habitação, vestuário, transportes, despesas diversas e educação, leitura e recreação, ao passarem de 1%, -0,65%, 0,12%, 0,02% e -0,02% para 2,19%, 0,52%, 0,31%, 0,26% e  0,15%, respectivamente.

Nestes grupos, os itens de principal destaque foram: tarifa de eletricidade residencial, ao passar de -7,83% para 12,53%, roupas, de -0,73% para 0,83%, tarifa de ônibus urbano, variando de 0,24% para 0,55%, alimentos para animais domésticos, de -0,09% para 1,05% e salas de espetáculo, indo de -0,74% para 0,51%.

No que se diz respeito aos decréscimos, a FGV apontou os grupos alimentação, ao variar de 0,71% para -0,29%, saúde e cuidados pessoais, indo de 1,27% para 0,81% e Comunicação, ao passar de 0,58% para 0,21%, como os destaques negativos. Os itens hortaliças e legumes, passando de 14,42% para -1,10%, medicamentos em geral, indo de 2,46% para 1,18% e tarifa de telefone móvel, variando de 0,68% para 0,35% também se destacaram negativamente nestas classes de despesas .

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