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Número diz respeito à quantidade de domicílios que têm condições de pagar pelo serviço, mas estão localizados em regiões onde não há disponibilidade

Estudo do Ipea concluiu que é mais vantajoso expandir banda larga em regiões com maior população
Divulgação
Estudo do Ipea concluiu que é mais vantajoso expandir banda larga em regiões com maior população

Cerca de 11,6 milhões de domicílios no Brasil não têm acesso à banda larga fixa ou móvel mesmo tendo condições de pagar pelo serviço, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa demanda reprimida acontece simplesmente pelo fato de não haver disponibilidade em determinadas regiões.

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Juarez Quadros, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), destacou a importância dos resultados apresentados a partir da demanda da sociedade junto à Anatel. "Hoje, todo mundo vem aqui atrás de banda larga . Tem mais, quando é banda larga móvel, é 4G ou mais do que isto", afirmou.

Expansão

Já o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, disse que o Instituto possibilitou à Anatel definir para onde deseja caminhar para a universalização da banda, ou seja, se a melhor opção é nas regiões populosas ou com baixo Índice de Desenvolvimento Humano ( IDH ), índice que mede a qualidade de vida de uma população.

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O estudo do Ipea, que tem o objetivo de embasar as políticas públicas do governo para a universalização da internet no Brasil, concluiu, no entanto, que é mais benéfico priorizar os municípios com maior população.

No levantamento, foi avaliado o impacto da construção de 20 mil quilômetros de fibra óptica, de acordo com cada um dos critérios. Nos municípios priorizados pelo menor IDH, a população total atingida pela infraestrutura seria de 6 milhões de habitantes. Priorizando os municípios com maior população , a mesma infraestrutura poderia beneficiar 12 milhões de habitantes.

Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, a proposta de política para Universalização do Acesso à Internet vai ser apresentada em consulta pública e todos vão poder fazer contribuições.

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O secretário ainda afirmou que fazer uma política pública por consórcio entre o Estado e empresas de telecomunicações, possibilidade indicada pelo vice-presidente da TM Brasil, Mario Girasole, é interessante, mas complexa. Ele indicou a possibilidade de a política de expansão da banda larga ser implantada por leilão reverso, onde se indicará as metas e as empresas interessadas disputarão o financiamento destinado.

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