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Taxa de desemprego pode aumentar de 8,1% a 8,4%; diretor da Organização, José Manuel Salazar, enfatizou que são as taxas mais altas da última década

Brasil Econômico

O número de pessoas desempregadas na América Latina e no Caribe pode chegar a 26 milhões, isso foi o que informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) ao também enfatizar que cerca de um milhão de pessoas ficarão sem emprego ainda neste ano.

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NELSON ANTOINE/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
"À medida que vai transcorrendo o ano, os indicadores e prognósticos confirmam que a situação trabalhista está se tornando mais preocupante", afirmou o diretor da OIT

De acordo com as previsões da OIT e a publicação da Agência EFE, devido ao débil crescimento projetado para as economias da região, a taxa de desemprego pode aumentar de 8,1% a 8,4%. O diretor da Organização, José Manuel Salazar, enfatizou que são as taxas mais altas da última década.

Contraponto

Salazar ainda avalia que, mesmo que o crescimento de 1,1% calculado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) se confirme, a alta não será o suficiente para mudar o rumo das tendências negativas no mercado de trabalho. "Depois de um abrupto aumento na média regional do desemprego em 2016, se prevê que 2017 termine com um novo aumento", observou.

Embora em alguns países da América Latina a taxa de desemprego  possa ser diminuída, o quadro da média global não será recuperado, uma vez que em 2016, dos 21 países apurados, houve elevação na taxa em 15.

"À medida que vai transcorrendo o ano, os indicadores e prognósticos confirmam que a situação trabalhista está se tornando mais preocupante", acrescentou.

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Reflexos

Uma das consequências do aumento do desemprego na América Latina é o acarretamento do crescimento do trabalho informal, além de quedas nos salários e um aumento de trabalho por conta própria, pondera Salazar.

Brasil

Vale ressaltar que de acordo com o último levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já soma 14,2 milhões de pessoas sem ocupação. O número representa 13,7% da população economicamente ativa.

Para concluir, o diretor da OIT enfatizou que o mau desempenho no mercado de trabalho das regiões citadas não poderá ser revertido sem grandes esforços em matéria de desenvolvimento produtivo, inovação e talento humano.

* Com informações da Agência Brasil

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