Tamanho do texto

O valor foi computado pelo Banco Central em abril e apresenta queda de 67,8 pontos percentuais na comparação com março deste ano; veja

Brasil Econômico

Juros do cartão de crédito no rotativo têm queda em abril
Istockphoto
Juros do cartão de crédito no rotativo têm queda em abril


Dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Banco Central (BC) sinalizam que a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito apresentou queda de 67,8 pontos percentuais, ao atingir 422,5% ao ano no mês de abril. Em março a taxa de juros era de 490,3%.

Leia também: Confiança do comércio recua em maio após cinco altas consecutivas, diz FGV

O rotativo do cartão de crédito, que teve suas regras alteradas pelo governo, acontece quando o consumidor paga valor menor que o total da fatura, e a operadora cobra juros em cima disso.  Já a taxa do crédito parcelado subiu 3,1 pontos percentuais para 161,6% ao ano. No caso do crédito rotativo do cartão migrado para o parcelado, a taxa ficou em 151,2% ao ano.

Março foi o último mês em que os consumidores puderam usar o rotativo sem tempo definido. Desde abril, os consumidores que não conseguem pagar integralmente a fatura do cartão de crédito, só podem ficar no crédito rotativo por 30 dias. A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, obrigou as instituições financeiras a transferirem para o crédito parcelado, que cobra taxas menores.

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial ficou em 328,3% ao ano, com aumento de 0,3 ponto percentual, e a taxa média de juros para as famílias caiu 4,6 ponto percentual para 68,1% ao ano, em abril.

Leia também: Tesouro Nacional cobre R$ 815 milhões não pagos pelo Rio de Janeiro até abril

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias para pessoas físicas, ficou estável em 5,9%. No caso das pessoas jurídicas, a taxa ficou inalterada em 5,6%. Os dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o captado no mercado.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas caiu 0,6 ponto percentual para 9% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,7 ponto percentual para 11% ao ano. A inadimplência das famílias subiu 0,1 ponto percentual para 2,1% e das empresas, 0,2 ponto percentual para 2,2%. O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou em R$ 3,071 trilhões, com queda de 0,2%, no mês. Em 12 meses, houve retração de 2,2%.

*Com informações da Agência Brasil

Leia também: Dívida pública tem alta de 0,32% e chega a R$ 3,23 trilhões em abril