Brasil Econômico

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Caixa Econômica expõe que diminuição de 1,8% nas outras despesas administrativas é reflexo de ações específicas para a melhoria da eficiência operacional

A Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre deste ano, alta de 81,8% se comparado ao mesmo período de 2016. De acordo com um levantamento divulgado nesta quarta-feira (24) pela instituição, o aumento do lucro líquido foi gerado pelo crescimento das receitas com operações de crédito, redução nas despesas com captação de recursos, elevação nas receitas com prestação de serviços e controle de despesas com pessoal, administrativas e operacionais.

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Vale lembrar que no final de março, a Caixa Econômica possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, evidenciando seus ativos próprios, que totalizaram R$ 1,3 trilhão, com avanço de 3,2% em 12 meses. Já o índice da Basileia encerrou o período em 13,6%, acima do limite regulamentar – que indica a capacidade do banco de emprestar, abrangendo recursos próprios e ponderação de riscos -  de 10,5%.

Em relação ao índice de inadimplência , o trimestre foi encerrado em 2,83%, redução 0,7 ponto percentual (p.p) em 12 meses, ficando abaixo da média de mercado de 3,84%.

Lucro líquido

A carteira de crédito atingiu um saldo de R$ 715 bilhões, acréscimo de 4,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. “O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura, e crédito consignado, foram os principais responsáveis pela evolução da carteira no período”, expôs a Caixa por meio de uma nota.

Em relação à carteira imobiliária, principal segmento de crédito do banco, o saldo foi de R$ 412,9 bilhões, o que evidenciou um avanço de 6% em 12 meses. O resultado representa 67,5% do mercado. As operações de saneamento e infraestrutura também apresentaram alta, com crescimento de 8% em 12 meses e saldo de R$ 78,9 bilhões.

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As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 189,6 bilhões, um recuo de 4,1% em 12 meses, sendo impactadas, principalmente, pelo segmento pessoa jurídica, que caiu 7,8%.

No que se diz respeito às receitas com prestação de serviços, o crescimento foi de 13,7% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, o que totaliza R$ 6 bilhões. Receitas de crédito, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que foram considerados os principais destaques, com acréscimos de respectivamente, 21,6%, 19,1% e 17,3% em 12 meses.

De acordo com a Caixa Econômica, a diminuição de 1,8% nas outras despesas administrativas em comparação ao primeiro trimestre do ano passado foi reflexo de ações específicas para a melhoria da eficiência operacional. Enquanto as despesas de pessoal foram influenciadas pelo Plano de Demissão Voluntária Extraordinária, com alta de 17,2%. Para o banco, sem esse efeito as despesas poderiam ter aumentado em 6,1%.

*Com informações da Agência Brasil

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