Brasil Econômico

Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) informam que o indicador, que mede a atividade econômica no País, teve alta de 1,19% no primeiro trimestre deste ano. Em termos monetários, o PIB do primeiro trimestre somou cifra superior a R$ 1,6 trilhão no País.

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Indicador da FGV aponta alta do PIB no primeiro trimestre do ano


Segundo a FGV , esse é o primeiro resultado positivo do PIB após oito trimestres consecutivos de queda, ou seja, melhor desempenho após dois anos de queda.  Na comparação com igual trimestre do ano anterior, o PIB do primeiro trimestre apresenta taxa ainda negativa de 0,2%, mas é a taxa menos negativa desde o trimestre móvel finalizado em maio de 2014.

O monitor da atividade econômica apurou ainda o consumo das famílias brasileiras no período. No primeiro trimestre o indicador apresentou queda de 2,1% na comparação com o igual período do ano anterior. Entretanto, a Fundação Getulio Vargas sinalizou que esse índice vem melhorando a cada pesquisa realizada, uma vez que passou de retração de 7,1% em janeiro do ano passado, para o índice positivo divulgada nesta quarta-feira (17).

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Por categoria de uso, o componente de serviços, é o que mais tem contribuído para a taxa negativa do consumo das famílias – ao apresentar, em média, retração de 1,4 ponto percentual (p.p) desde janeiro de 2016.  A FGV apontou ainda que os demais componentes do consumo das famílias apresentaram “progressiva diminuição” de sua contribuição negativa, principalmente a partir do final de 2016.

O segmento que colaborou para essa sinalização de recuperação foi o consumo de semiduráveis que se tornou positivo neste trimestre, tanto para bens domésticos como para bens importados.

Bens de capital

O monitor da atividade econômica apurou também a formação bruta de capital fixo (FBCF), que mede o quanto as empresas em atuação no País conseguiram aumentar os bens de capital . Para esse indicador o resultado é negativo, já que no primeiro trimestre apresentou retração de 4,2% ao se comparar com igual período do ano anterior. “Apesar da evidente melhora apresentada na variação da série, devido ao bom desempenho apresentado pelo componente de ‘máquinas e equipamentos’ (+2,8%), o componente de construção tem intensificado sua contribuição negativa para a taxa trimestral interanual da FBCF (-4,5 p.p. para o primeiro trimestre)”, informou a FGV.

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