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Por necessidade ou pela sacada que tiveram durante a gravidez, mulheres dividem suas história com a reportagem do Brasil Econômico; veja mais:

O Dia das Mães é celebrado no domingo (14) e mais do que comprar presentes e declarar todo o amor por aquela que o colocou no mundo, é preciso lembrar todos os papeis assumidos por essa mulher.

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Dia das Mães: empreendedoras contam como é ser mãe e administrar um negócio
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Dia das Mães: empreendedoras contam como é ser mãe e administrar um negócio


Elas são mães , companheiras, profissionais e ainda assumem todas as responsabilidades de administrar uma casa. Achou pouco? Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comprovou que a mulher trabalha, em média, 7,5 horas a mais por semana ao se comparar com os homens.

Com tantas funções e obrigações, muitas ainda conseguem tempo para empreender e mostram que lugar de uma mulher é onde ela quiser. O potencial econômico dessas mulheres e tamanho que nos últimos quatorze anos – contagem essa encerrada em 2014 –, o País somou 7,9 milhões de empresárias. O número representa crescimento superior a 34% no número de brasileiras que decidiram ter o próprio negócio.

Muitas foram influenciadas pelo nascimento dos filhos e a cobrança de dedicar-se a criação deles, outras por necessidade. Independente de qual foi o motivo que a levou investir em um negócio próprio, os números comprovam o quanto a mulher é importante na economia do País.

Em homenagem a essas mulheres, o Brasil Econômico listou algumas histórias inspiradoras de mães empreendedoras; veja quais são:

Adriana Lucusi Teodoro – Bicompras

Adriana criou a Bicompras para ajudar no orçamento familiar e ver seus filhos crescerem bem de perto
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Adriana criou a Bicompras para ajudar no orçamento familiar e ver seus filhos crescerem bem de perto


A situação financeira complicada e o crescimento dos filhos gêmeos fez Adriana Lucusi Teodoro procurar alternativas para continuar no mercado de trabalho – que era sua meta após o nascimento de seus filhos.

Por já atuar de forma autônoma com a venda de imãs, Adriana viu no sistema de vendas ofertado pelo Mercado Livre a forma de aumentar seus ganhos e ainda ver seus pequenos crescerem. “Tudo começou há 9 anos, quando meus filhos gêmeos tinham 4 anos. Na época, minha situação financeira estava muito difícil, e eu não queria sair para trabalhar e deixá-los sozinhos. Eu já trabalhava vendendo imãs para geladeira. Eu mesmo fazia a arte, levava às gráficas para a confecção e depois montava e entregava nas pizzarias. Porém, esse processo dava muito trabalho e pouco lucro”, lembra Adriana.

A experiência positiva com o e-commerce a fez fundar a Bicompras, que vende produtos de diferentes segmentos e se tornou um pequeno negócio com três funcionários e mais de 500 produtos sendo vendidos na plataforma. “Eu não imaginava que iria crescer tanto. O mais importante é que com esse modelo de negócio posso acompanhar cada passo de crescimento dos meus filhos”.

Maria Fernanda Príncipe – Viscondesconde

Maria Fernanda empreendeu para atender anseios por decoração durante a gestação
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Maria Fernanda empreendeu para atender anseios por decoração durante a gestação


A busca frustrada por móveis para o quarto de sua filha Livia foi o que motivou Maria Fernanda Príncipe a empreender. Por ser designer e atuar no setor moveleiro na empresa de seus pais, Maria Fernanda idealizou uma loja de móveis infantis, a Viscondesconde, em 2016.

Ao tentar mobiliar o quarto de sua filha ela não encontrou no mercado nada que tornasse a criança protagonista do espaço. Logo, a empreendedora junto todos os requisitos básicos de segurança para um quarto infantil com móveis lúdicos, com uma pegada de interação com a criança. “Depois que me tornei mãe comecei a ver as coisas com outro olhar, a infância ganhou outro significado, vi que com meu trabalho poderia ser agente de transformação, que para as crianças uma cama não precisa ser só uma cama, um armário não deve ser só um armário e que com estes objetos podemos estimular a imaginação, a autonomia, a autoconfiança e contribuir para a formação destas delas, por uma infância com menos pilhas”.

Mariane Tichauer – Itté

Produtos sem graça e que não atendiam seus anseios causaram certa frustração a Mariane Tichauer. Grávida, ela queria que itens descolados fizessem parte de sua gestação e da vida de seu bebê, porém as opções do mercado brasileiro nada ajudam a suprir esses anseios. A empreendedora compreendeu que esse desejo envolvia um número grande de mamães e futuras mamães, até que ela decidiu deixar sua carreira no setor de telecomunicações para vender os produtos que não encontrou durante a sua gestação.

E foi assim que nasceu a Itté  há nove anos – importadora e distribuidora de produtos focada no público de mães, bebês e crianças. De brinquedos, passando pela categoria de puericultura, material escolar e decoração, na Itté abastece as lojas de grandes players com produtos que fogem do convencional.

Tatiana Pezoa – Trustvox

Endividada ao tentar fazer a startup Ledface dar certo no mercado brasileiro, Tatiana Perzoa viu no apoio do seu filho – Pedro Luis – a oportunidade de dar a volta por cima. Ao perceber que o primeiro projeto não daria certo, em conversa com seu filho, Tatiana conseguiu tirar do papel uma nova empreitada.  Foi ele quem deu o nome ao novo negócio, a Trustvox.

O conceito de seu negócio é simples, a Trustvox é uma certificadora de reviews de e-commerce. Ela audita os comentários para que o consumidor tenha acesso a informações que são verídicas.

Conciliando as funções

Ser mãe e tomar conta de um negócio não é nada fácil, mas para as mulheres da atualidade, tudo isso depende apenas de dedicação, conforme opinou Fernanda Piva, fundadora da Bella Ordine, empresa de organização de residências. “Empreender para mim algo extremamente excitante, envolvente e desafiador, embora me depare constantemente com frustrações, dificuldades, decepções.  Quando me perguntam que conselhos eu daria com relação a empreender, diria que é fundamental ser persistente”.

Durante os anos mais difíceis de sua vida, Luzia Costa teve que levar seu filho junto para o trabalho. Antes de fundar a rede de franquias Sóbrancelhas, Luiza foi vendedora em uma praia no litoral norte de São Paulo e enquanto servia os clientes, seu filho mais velho – Caio – brincava na areia a sua espera. Hoje, com dois filhos – Renata de apenas nove anos – ela administra uma rede com 200 unidades e que faturou mais de R$ 50 milhões. A empresária diz ter orgulho de ter cuidado de dois filhos enquanto empreendia. Com essas histórias desejamos um Feliz Dia das Mães e que mais mulheres inspirem o empreendedorismo no País. 


Antes de fundar a Sobrancelhas, Luiza Costa teve a má experiência da falência de uma lanchonete
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Antes de fundar a Sobrancelhas, Luiza Costa teve a má experiência da falência de uma lanchonete


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