Brasil Econômico

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FGV aponta deflação no Índice responsável por ajustar aluguel no primeiro decêndio de maio

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta quinta-feira (11) uma deflação de 0,89% sofrida no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste nos contratos de aluguel, no primeiro decêndio de maio.  O resultado é maior do que a queda nos preços de 0,74% registrada em abril.

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Vale ressaltar que a apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M da FGV compreende o intervalo entre os dias 21 a 30 de abril. Em relação ao Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também houve deflação, com 1,37% no mesmo intervalo de tempo. Em abril, o índice registrou queda na inflação de 1,21%.

Ainda no mesmo período, a taxa de variação do índice de bens finais passou de 0,27% para 0,11%, tendo o subgrupo alimentos in natura contribuído para o resultado, uma vez que passou de 3,51% para -2,28%. Já o índice referente aos bens intermediários apresentou variação de -0,36%, ante a -0,79% do mês anterior, com destaque para o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, que passou de -0,92% para 0,72%. 

O índice abrangente a matérias-primas brutas registrou variação negativa de 4,26%. No quarto mês do ano, a taxa foi de -3,32%. No que se diz respeito aos itens com quedas nas taxas, minério de ferro foi evidenciado, ao passar de -1,60% para -14,37%, assim como leite in natura, que variou de 3,77% para 0,13% e cana-de-açúcar, indo de 0,32% para -0,66%.

Por outro lado, itens como a soja em grão apresentaram resultados positivos, ao passar de -6,53% para 0,74%. Milho em grão e mandioca também são outros exemplos, indo de -11,04% e -13,74% para -5,08% e 8,84%, respectivamente.

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou uma variação de 0,03%, também no primeiro decêndio de maio, ante a 0,30% do mesmo período do mês anterior. Desse modo, quatro das oito classes de despesas componentes do índice decresceram, com destaque para o grupo habitação, que passou de 0,68% para -0,17%. Nesta classe de despesa, o item tarifa de eletricidade residencial, foi um dos principais contribuintes, indo de 3,02% para -2,35%. 

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O grupo alimentação também recuou no período, variando de 0,41% para -0,25%, assim como educação, leitura e recreação, cuja taxou passou de 0,13% para -0,45% e despesas diversas, indo de 0,50% para 0,13%. Os itens hortaliças e legumes, passagem aérea e despesas com animais domésticos se destacaram, ao passarem de 5,21%, 9,66% e 1,17% para -2,97%, -14,33% e 0,10%, respectivamente.

Em sentido oposto, apresentaram aumentos em suas taxas os seguintes grupos: saúde e cuidados pessoais, indo de 0,75% para 1,31%, comunicação, ao passar de -0,25% para 0,87%, vestuário, de -0,40% para 0,34% e transportes, variando de -0,39% para -0,26%. Vale mencionar como importante para o movimento registrado, o comportamento de medicamentos em geral, indo de -0,19% para 3,70%, pacotes de telefonia fixa e internet, indo de 0,00% para 1,97%, roupas, de -0,41% para 0,32% e gasolina, indo de -2,33% para -1,37%.

INCC

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) da FGV apresentou, também no primeiro decêndio de maio, variação de -0,06%, ante a taxa de -0,14% do mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços apontou variação negativa de -0,14%, enquanto que no mesmo período do mês passado, a taxa havia sido de -0,31%. Já o índice que representa o custo da mão de obra não apresentou variação pelo segundo mês consecutivo.

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