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Essa é a realidade para 21% das mulheres que responderam pesquisa. Desigualdade de cargos acontecem neste período também, informou a Catho

A chegada de um filho é sempre cercada de ansiedade e medo. Muitos casais de preparam os nove meses para a chegada da criança, entretanto a realidade é bem mais complexa do que se parece, em especial quando a carreira profissional pode ficar ameaçada para ambas as partes.

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Filhos: Mulheres desistem de carreira para cuidar dos filhos. Essa realidade é de apenas 5% entre os homens
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Filhos: Mulheres desistem de carreira para cuidar dos filhos. Essa realidade é de apenas 5% entre os homens


O acumulo de funções com as horas de trabalho, os cuidados com os filhos e com a casa faz com um número significativo de mulheres deixem a carreira de lada para se dedicar a família. Já os homens são os que menos deixam a profissão para se dedicar a educação dos filhos.

Pesquisa realizada pela Catho, agência online de anuncio de vagas de emprego com 13.161 profissionais brasileiros, identificou que 28% das mulheres respondentes afirmaram ter aberto mão do emprego após a chegada dos filhos, enquanto só 5% dos homens tiveram essa iniciativa.

“Embora o mercado de trabalho evolua a cada ano, oferecendo inclusive mecanismos para mulheres exercerem harmonicamente ambos os papéis, muitas ainda passam por dificuldades”, informou a empresa em nota.

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A decisão de abrir mão da vida profissional parece ser mais fácil que a retomada ao mercado de trabalho, já que a média de recolocação para a mulher é bem maior que para os homens. Enquanto para eles o retorno é rápido e com média de seis meses, as mulheres podem levar longos anos para se recolocar.

A pesquisa identificou que 21% das respondentes levaram maios de três anos para retomar as atividades profissionais. O mesmo período só ocorreu com 2% dos homens participantes. “Os dados apontam que os homens quase nunca se afastam do trabalho após a chegada dos filhos. Já as mulheres acabam abrindo mão da vida profissional em prol da maternidade por muito mais tempo, o que dificulta ainda mais a retomada”, explicou a gerente de relacionamento com cliente da Catho, Kátia Garcia.

Desigualde persiste

As diversidades para as profissionais não acontecem só durante o período gestacional e pós-parto. O estudo identificou ainda que os homens ainda ocupam um número maior de vagas em cargos de liderança , mesmo com essa diferença tendo sido minimizada ao longo dos últimos anos.

A Catho identificou que em 2011, 54,99 das vagas para o cargo de encarregado eram ocupadas por mulheres, enquanto neste ano o número passou para 61,57%. Cargos de liderança dentro das corporações teve pequena variação positiva. Enquanto em 2011, 22,91% dos cargos de presidente eram ocupados por mulheres; em 2017, esse número passou a ser de 25,85%. “E quanto mais o cargo evolui, menor é a presença feminina”.

“Se analisarmos a configuração de cargos por gênero, fica claro que após alcançarem o cargo de gerência, as mulheres crescem na carreira em menor proporção que os homens. Talvez, isso se explique, em partes, porque é nesse período, geralmente, que a maternidade ocorre em paralelo”, finaliza Garcia.

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