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Goldfajn enfatizou que a redução da Selic auxiliará a economia em conjunto com outros esforços políticos, como a Reforma da Previdência e Trabalhista

Brasil Econômico

Entre os participantes da Reunião Bimestral de Presidentes de Bancos Centrais do Banco de Compensações Internacionais (BIS) está o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, que declarou estar confiante que a redução da taxa básica de juros (Selic) vai contribuir para a retomada do crescimento da economia do País.

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Em outubro de 2016, Selic estava em 14,25% ao ano; em abril de 2017, na última reunião do Copom, a taxa ficou em 11,25%
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
Em outubro de 2016, Selic estava em 14,25% ao ano; em abril de 2017, na última reunião do Copom, a taxa ficou em 11,25%

Ainda no evento iniciado domingo (7) e que se encerrará na próxima terça-feira (9), em Tóquio, no Japão, Goldfajn enfatizou que a redução da Selic auxiliará a economia nacional em conjunto com outros esforços políticos, como a Reforma da Previdência e Trabalhista.

Na opinião do presidente do BC, essas são apenas algumas das variadas reformas e ajustes que têm aumentado a confiança e reduzido a percepção de risco em relação à economia. O teto dos gastos públicos também foi citado como exemplo.

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Taxa básica de juros

Se em outubro de 2016 a taxa básica de juros era de 14,25% ao ano, em abril deste ano a porcentagem registrada foi de 11,25% na última reunião do Comitê de Polícia Monetária (Copom), relembrou Goldfajn na BIS.

O ritmo de cortes na Selic depende, de acordo com o presidente do BC, da estimativa de extensão do ciclo de ajustes na taxa básica de juros e da antecipação dos cortes. Entretanto, ressaltou que essa antecipação é dependente do crescimento da atividade econômica nacional, dos fatores de risco e das expectativas para a inflação.

Banco Central

Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8), a previsão é que a Selic encerre 2017 e 2018 em 8,5% ao ano.

Vale ressaltar que quando o Copom reduz a Selic, a consequência é a retração do preço do crédito – o que impulsiona a produção e o consumo - e consequentemente reduz o controle sobre a inflação, que atualmente tem projeção de 4,01% para este ano, valor quase meio por cento abaixo da meta de 4,5%.

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* Com informações da Agência Brasil