Brasil Econômico

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Agência Brasil
Setor de agropecuária recebeu R$ 3,3 bilhões BNDES no primeiro trimestre deste ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 15,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 17% em comparação ao mesmo período no ano passado.

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De acordo com Tiago Soeiro, chefe do Departamento de Políticas Operacionais e Informação, já é possível perceber sinais de melhora da atividade econômica, o que indica recuperação da demanda por recursos da instituição, principalmente para bens de capital. ”O que a gente está percebendo é que as operações da linha Finame (para aquisição de máquinas e equipamentos) já têm um aumento nas aprovações de 32% nesse comparativo (trimestre). Já aparecem sinais de que está melhorando a entrada de operações no BNDES . Isso não acontecia há muito tempo”, disse.

Ritmo desacelerado

Segundo informações do banco, o ritmo de queda dos desembolsos apresenta uma desaceleração. Soeiro disse que a previsão é que os desembolsos alcançarão um ponto de estabilidade em 12 meses, porque fatores econômicos e políticos interferem nos recursos liberados pelo banco.

Setores

Na avaliação por setores, a agropecuária recebeu R$ 3,3 bilhões, aumento de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2016, enquanto infraestrutura teve empréstimos de R$ 5 bilhões (queda de 13%); comércio e serviços receberam R$ 3,6 bilhões (retração de 2%); e indústria registrou liberações de R$ 3,1 bilhões, com redução de 43%, a maior queda na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

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Muitas operações enquadradas e aprovadas no ano passado ainda não entraram nas estatísticas deste ano, de acordo com Soeiro. Ele disse que as aprovações no âmbito da linha Finame, para gerar desembolsos, apresentam demora aproximada de três meses. O chefe do Departamento de Políticas Operacionais do BNDES esclareceu que, nos desembolsos totais deste ano, 50% se referem a projetos aprovados no próprio exercício, 25% são projetos aprovados em 2016 e os outros 25% são projetos aprovados em anos anteriores.

Soeiro disse que, ao longo do ano, serão sentidos os reflexos da determinação do banco de reduzir os prazos de análise e liberação de desembolsos. Segundo a presidente do banco, Maria Sílvia Bastos Marques, a meta é reduzir os prazos de tramitação no banco a 180 dias, com isso, metade dos pedidos de financiamento que o banco aprovar até o final do ano será dentro desse prazo, o que acabará gerando impacto positivo mais à frente. Atualmente, o tempo médio de tramitação é de 310 dias.

Microempresas

Considerando o acumulado dos três primeiros meses do ano, foram liberados para micro, pequenas e médias empresas R$ 6,2 bilhões em 80 mil operações, o que corresponde a 41% de todos os empréstimos concedidos no período. Segundo o banco, essa é a maior fatia de desembolsos da instituição destinada a esse segmento em um trimestre, nos três últimos anos.

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Mesmo assim, as liberações do BNDES para o segmento como um todo caíram 11%, resultado do aumento de 27% nos desembolsos para médias empresas e redução de 33% para microempresas. Para as empresas de grande porte, foram liberados no primeiro trimestre do ano R$ 8,8 bilhões, com retração de 20% em relação a igual período anterior.

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