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Mato Grosso, principal produtor de soja do País, teve elevação na estimativa de produção em 3,5%, o que contribuiu para panorama de safra recorde

Brasil Econômico

Safra recorde de soja (em grão) em 2017 está confirmada e segue em crescimento. A produção estimada em março é 2,3% superior ao que foi projetado em fevereiro, com acréscimo de 2,5 milhões de toneladas no período.

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Safra: Região Sul é responsável por 44,7% da colheita do País de milho
Arquivo/Agência Brasil
Safra: Região Sul é responsável por 44,7% da colheita do País de milho

Isso é o que aponta o último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). No balanço também foi apurado que o estado do Mato Grosso, principal produtor de soja do País, teve elevação na estimativa de produção em 3,5%, o que contribuiu para o panorama da safra recorde, não só nacional, mas também estadual.

De acordo com o IBGE, as expectativas brasileiras e estadunidenses frente à safra recorde nos respectivos países têm influenciado fortemente o preço da soja nas bolsas internacionais.

Março de 2017 também foi responsável por apresentar estimativa 25,1% superior à obtida em 2016 em relação às colheitas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Vale ressaltar que no comparativo com o ano passado, também houve acréscimo de 6,3% da área a ser colhida.

Os principais contribuintes para essa elevação são o arroz, o milho e a soja, que sozinhos representam 93,5% da produção nacional e equivalem a 87,7% da área. Segundo o levantamento, no que se refere à produção, houve alta respectiva de, 13,9%, 45,8% e 15,9%.

Regiões

No que se refere à participação das regiões na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, o Centro-Oeste responde a 43% da produção nacional, logo em seguida vem o Sul, com 36,1%, Sudeste, Nordeste, com respectivamente 9,5% e 7,8%. Já no Norte a porcentagem é de 3,6%.

Em nível estadual, o Mato Grosso participa de 25,3% da produção nacional de grãos. Em segundo lugar vem o Paraná, com 18,3%, diferença aproximada de sete pontos percentuais.  Nos três mais, também está o Rio Grande do Sul, com 14,8%, que somados equivalem a 58,4% do total nacional previsto.

Fevereiro-março

No comparativo mensal, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola revelou que a estimativa para a colheita foi elevada em 2,7%. Entre os destaques de culturas estão a cevada, com alta de 6,7%, café canephora, variando em 4,8% e o arroz, com 2,5%.

Por outro lado, entre aqueles que registraram saldo negativo estão a aveia, com o tímido 1%, o feijão e o trigo, com respectivamente 1,2% e 10,5%.

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Culturas

O estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor do País de arroz, e representa 70,9% do total. A estimativa sobre o crescimento da área a ser colhida em 1,9% foi impulsionada pelas condições climáticas nas últimas duas semanas que têm se mostrado favoráveis.

Já sobre o café (em grão), em março houve produção superior em 4,8% no comparativo com fevereiro. Um dado curioso nesse aumento é que a área a ser colhida reduziu 0,7%, com aumento médio de rendimento em 5,5%. O IBGE destaca que Rondônia foi o destaque na produção, e é o segundo maior estado produtor do País. Em relação à produção total de café, houve aumento de 1,5% em março no comparativo com o mês anterior.

Em meio a tantas elevações, há também aquelas culturas que apresentaram queda. A primeira safra de feijão é resultado da retração de 1,3% na estimativa do rendimento médio, embora a área a ser colhida esteja 0,2% maior do que a de fevereiro. Embora esse seja o saldo, a expectativa é que colha em 2017 31% a maior do que em 2016.

A revisão de 3,8% no rendimento médio no Sul impulsionou o aumento de 4,4% de março frente à fevereiro no indicador de produção nacional de milho (em grão). Vale ressaltar que a Região é responsável por 44,7% da colheita do País. Outra cultura que apresentou aumento foi a do Sorgo (em grão), com elevação de 1,7%.

Anual

“Dentre os vinte e seis principais produtos, quinze apresentaram variação percentual positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior”, destaca o IBGE. As culturas que apresentaram as maiores variações negativas foram o trigo em grão, com 13,8% e a mandioca, com retração de 12,6%. Já o destaque positivo vai para o amendoim em casca 2ª safra, com crescimento de 35,7%.

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