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Com a ajuda da tecnologia, o mercado permite, há algum tempo, mais rapidez na tomada de decisões e mudanças nos ambientes de trabalho que seriam impossíveis sem a ferramentas como a internet. Entre as mudanças, está a possibilidade de uma empresa não ter uma sede própria, rompendo as barreiras físicas para empreender por meio de home office e coworking, por exemplo.

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Escolha entre home office e coworking deve considerar necessidades do profissional, segundo especialista

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Para o fundador da rede de escritórios compartilhados GoWork, Fernando Bottura, antes de escolher um dos modelos, é importante explicar do que se tratam os dois termos. Enquanto o home office é a possibilidade de o profissional trabalhar da própria casa sem se deslocar para um escritório, o coworking  se baseia em um modelo de escritório compartilhado. A ideia, neste caso, é oferecer um espaço profissional com custos reduzidos. Confira as principais diferenças entre as duas opções:

Home office

Segundo Bottura, a ideia do home office é minimizar ao máximo as depesas administrativas com escritório, como aluguel, transporte e refeição. "Com certeza isso é uma realizade, e outros benefícios também podem ser somados, como eliminação do tempo de deslocamento aos trabalhos e a possibilidade de ficar mais à vontade para criar", explica.

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O especialista afirma que, ao optar por este modelo, muitos profissionais esquecem da necessidade de organização e disciplina. "A possibilidade de ficar mais relaxada pode fazer a pessoa produzir com melhor qualidade em alguns casos, mas, para outras, esse pode resultar em perda do foco profissional", afirma. 

Além disso, é preciso considerar os outros custos que serão adicionados ao escolher o home office, já que deverão ser considerados gastos com materiais de escritório, energia e telefone, por exemplo. Outro ponto que deve ser levado em consideração é a necessidade de receber clientes para reuniões de negócio. Neste caso, a redidência deverá contar com espaços totalmente adaptados.

Coworking

A opção pelo coworking traz um custo um pouco maior, mas o valor será bem menor que o aluguel de um escritório próprio. Neste modelo, também há a dificuldade de ter que se deslocar para o local de trabalho e, em algumas situações, o local pode não oferecer a estrutura ideal. Em contrapartida, as vantagens para o profissional são muito grandes, já que o espaço permite maior foco durante os trabalhos.

Quem opta por espaços compartilhados também pode definir o local de forma estratégica para conseguir receber clientes mais facilmente. É importante procurar locais que disponibilizem áreas de reunião de forma gratuita. Em alguns casos, há a oferta de todo um suporte de um escritório comum com até mesmo recepcionistas com atendimento personalizado.

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"Existe também o benefício da estrutura que possibilita o crescimento do negócio, pois, se precisar contratar terá só a necessidade de aumentar os espaços locados", explica Bottura, que também lembra que "esses locais são ideais para realização do network", já que permite o relacionamento entre profissionais de diversas áreas, abrindo espaço para outras opções de negócios.

Bottura afirma que não existe uma única resposta sobre a comparação entre home office e coworking. Segundo ele, a definição dependerá da necessidade do profissional e, acima de tudo, sua capacidade de manter a produtividade nestes modelos alternativos.

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