Brasil Econômico

Quase 40% dos brasileiros em fase adulta estão inadimplentes. A conclusão é do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Divulgada nesta terça-feira (11) o estudo aponta que no primeiro trimestre 59,2 milhões de consumidores estão na lita na inadimplência.

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SPC Brasil/CNDL
Mapa da inadimplência no País


O número ao ser comparado com o mês de dezembro de 2016, quando 58,3 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, teve um salto representativo com a inclusão de 900 mil nomes na lista de inadimplência . “Embora a estimativa tenha crescido no primeiro trimestre, o ritmo de crescimento é menor do que o verificado no início da crise”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.  

Segundo o especialista desde o segundo trimestre de 2016 o indicador tem se mostrado arrefecido. “Essa desaceleração do crescimento da inadimplência ocorre desde o segundo trimestre de 2016 e reflete tanto a recessão econômica, que reduziu a capacidade de pagamento das famílias, quanto à redução da tomada de crédito por parte dos consumidores e sua propensão a consumir. O consumidor tem tido maior cautela com o consumo, além de maior dificuldade para conseguir crédito. Assim, ele se endivida menos e, com isso, torna-se mais difícil ficar inadimplente”, explica.

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Comparação anual

Em março desse ano o número de pessoas físicas inadimplentes apresentou queda de 0,36% ao se comparar com o igual período de 2016. Essa é a primeira vez, desde a série histórica iniciada em 2010, que o índice apresenta queda na comparação anual.

A população entre 30 e 39 anos tem o maior número de negativados com 50,12%, ao somar 17,1 milhões de pessoas. A população entre 40 e 49% o índice é de 47,15% e os consumidores com 25 a 39 anos o índice é de 46,83%.

Quadro por regiões

A região Sudeste é a que concentra o maior número de consumidores negativados com 25,10 milhões, ou seja, 28,52%. Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 15,57 milhões de negativados, ou 39,14% da população; o Sul, com 8,34 milhões de inadimplentes; o Norte, que, com 5,31 milhões de devedores; e o Centro-Oeste, com um total de 4,84 milhões de inadimplentes.

Outro dado apurado na pesquisa apontou que as dívidas em atraso tiveram queda de 4,42% em março na comparação com igual período de 2016. O resultado apresenta a menor variação na série histórica. Os dados por setores revelam que todos os segmentos tiveram recuo no número de dívidas e por consequência na inadimplência. O setor de comunicação teve a maior queda, com retração na ordem de 18,10% na comparação com março de 2016. Em seguida aparece o segmento do comércio com queda de 6,11%, água e luz 1,53% e bancos 0,05%.

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