Brasil Econômico

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O último Índice de Confiança do Consumidor (ICC) revela que instabilidades socioeconômicas e políticas no País motivaram a baixa de 3,9% no indicador de março, referente ao de fevereiro, quando a pontuação do município de São Paulo era de 113,8 pontos.

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Consumidor mostrou estar mais pessimista em março, informou a Fecomercio-SP

De acordo com o balanço apresentado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a escala da pontuação varia de zero a 200, que representa otimismo total do consumidor .

Embora a variação mensal não seja de boas notícias, quando se compara março de 2016 com 2017 o resultado é de alta de 22,5%, o resultado, embora expressivo, mostra que o humor do brasileiro segue sem trajetória definida.

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Quesitos

A pesquisa desenvolvida pela Fecomercio-SP apurou que os dois quesitos que compõem o indicador veem de recuo na comparação com fevereiro. O índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e o de Expectativas (IEC) passaram respectivamente de 74,6 pontos para 66,8 e 140 para 137,8 pontos em março.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a oscilação apresentada no ICC está dentro da normalidade, uma vez que em períodos de instabilidade socioeconômica e política, é comum que a percepção de confiança do consumidor demonstre volatilidade.

Embora tenha sido identificada uma desaceleração nos preços dos insumos, fatores como o desemprego, crédito – ainda alto e escasso – e o grande volume da receita do brasileiro voltado para dívidas fazem com que os resultados em processo de melhora sejam ofuscados. A FecomercioSP ainda completa que “após o primeiro semestre, tudo indica que pode haver um processo de recuperação mais consistente do poder de compra do consumidor, com as quedas da inflação e dos juros”.

Classe

Consumidores com renda familiar inferior a 10 salários mínimos foram os que tiveram os destaques negativos do balanço, uma vez que a confiança destes caiu 12,5% entre fevereiro e março. A marca do grupo é de 62,9 pontos.

Já em relação ao consumidor com renda superior a 10 salários mínimos, a variação negativa foi de 3,8%. O resultado que era de 154,6 foi para 148,7 pontos.

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