Brasil Econômico

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O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta quarta-feira (5) que o Índice de Preços do Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), responsável por medir a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, ficou em 0,56% em março. 

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De acordo com a FGV , a taxa registrada no mês foi superior ao 0,07% de fevereiro. Em relação as taxas acumulativas, o índice registrou taxa anual de 1,18% e de 4,24% em 12 meses.

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Inflação do Índice de Preços do Consumidor - Classe 1 de janeiro apurada pela FGV foi de 0,54%

Se comparado ao Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação de todas as faixas de renda, a taxa do IPC-C1 ficou acima no terceiro mês do ano, já que o indicador BR ficou em 0,47%. Já no acumulado de 12 meses, o resultado foi inverso, uma vez que a taxa do IPC-C1 ficou abaixo dos 4,55% do IPC-BR.

Preços em alta

A Fundação também mostrou que o avanço do IPC-C1 na passagem de fevereiro e março foi estimulado por acréscimos nas taxas de cinco das oito classes que integram o indicador. Alimentação foi considerado o maior contribuinte, passando de uma queda de 0,45% nos preços, para uma inflação de 0,60%. A taxa de habilitação também foi ressaltada, ao passar de 0,27% para 1,22%.

Um aumento na classe de despesa, saúde e cuidados pessoais também foi observada, passando de 0,32% para 0,61%. Vestuário também apresentou alta, indo de  uma taxa negativa de 0,37% para 0,11%, assim como despesas diversas, que avançou de 0,36% para 1,01%.

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 Por outro lado, três classes de despesas apontaram decréscimo na taxa.  Transportes registrou a queda mais evidente, indo de 0,72% para -0,15%, assim como comunicação, ao passar de indicador negativo de 0,02% para retração de 1,53% e educação, leitura e recreação, que recuou de 0,67% para 0,19%.

Resultados anteriores

Vale lembrar que em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC – C1)   apresentou inflação de 0,54%.  O desfecho resultou em uma variação positiva em relação ao mês de dezembro de 2016, quando o IPC-C1 foi de 0,19%.

Segundo a apuração elaborada pela FGV, a variação registrada ficou abaixo das taxas constatadas pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC – BR), com 0,69% e 5,04% no acumulado de 12 meses.

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