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Segundo o IBGE, bom desempenho do setor industrial foi notado em 2 das 4 grandes categorias econômicas, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos

Brasil Econômico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4) uma variação de 0,1% na produção industrial nacional em fevereiro, na série livre de influências sazonais. O resultado foi considerado positivo ante a queda de 0,2% sofrida no primeiro mês do ano.  Se comparada a fevereiro de 2016, a produção industrial teve queda de 0,8%, após avançar 1,4%, quebrando os 34 meses consecutivos de registros negativos.

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IBGE aponta variação positiva de 0,3% no setor industrial nos dois primeiros meses de 2017
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IBGE aponta variação positiva de 0,3% no setor industrial nos dois primeiros meses de 2017

De acordo com o IBGE , o setor industrial acumulou variação positiva de 0,3% nos dois primeiros meses deste ano. Em relação ao acumulado em 12 meses, o recou foi de 4,2%, dando continuidade a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016, quando caiu 9,7%.

Segmentos e categorias

O acréscimo na atividade industrial obtida em fevereiro evidenciou taxas positivas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 24 ramos apurados pela pesquisa. Veículos, reboques e carrocerias e máquinas, equipamentos, produtos derivados do petróleo e bicombustíveis, produtos de metal, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e confecção de artigos do vestuário e acessórios foram os com maior destaque, positivo no período com 6,1% e 9,8%, 2%, 4%, 4,8% e 3,3%, respectivamente.

Em contrapartida, 11 ramos tiveram produção reduzida no mês, sendo produtos alimentícios o com maior impacto, com  queda de 2,7%. Perfumarias, sabões, produtos de limpeza e higiene também contribuíram negativamente, com  retração de 3,7%, assim como celulose, papel e produtos de papel, com redução de 5,6%, metalurgia, com queda de 1,9% e indústrias extrativas, com recuo de 0,5%.

Em relação as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês de janeiro, bens de consumo duráveis apresentou  maior variação positiva, com 7,1%, assim como os bens de capital, com 6,5%. O segmento bens intermediários, também variou positiviamente, com 0,5%, avançando para a sua quarta taxa positiva consecutiva, acumulando expansão de 3,6%. Por outro lado, o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou a única taxa negativa em fevereiro, com  queda de 1,6%.

O índice de média móvel trimestral para o total da indústria assinalou acréscimo de 0,8% na série com ajuste sazonal. Em janeiro o avanço foi de 0,9% e em dezembro de 2016 de 0,6%.

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Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis deteve o maior avanço, com crescimento de 2,4%, o que manteve a sequência de registros positivos iniciada em novembro do ano passado. Já os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis e de bens intermediários  variaram 1,8% e 0,9%, respectivamente. No sentido inverso, o segmento de bens de capital apontou queda de 0,4%.

Variação anual

Na passagem de janeiro para fevereiro e em comparação ao igual período do ano anterior, o setor industrial cresceu 0,3%. O bom desempenho foi notado em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 51,2% dos 805 produtos que integram a pesquisa. Entre as atividades, indústrias extrativas exerceu maior influência positiva, com 8,7%, seguida de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 12%.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com 18,5%, confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 8,4% e  máquinas e equipamentos, com 3,3%.

As informações fornecidas pelo IBGE ainda mostraram maior dinamismo em categorias como bens de consumo duráveis e bens de capital, com variações de 11,6% e 3,7%, respectivamente. Vale destacar que nos dois grandes grupamentos houve influência da baixa base de comparação, uma vez que os recuos observados no primeiro bimestre de 2016 foram de 29% e 30,4%. Contudo, os setores produtores de bens intermediários e de bens de consumo semi e não-duráveis apresentaram recuos de 0,8% e 0,5% no índice acumulado do primeiro bimestre deste ano.

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