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Para o ministro, economia brasileira já deve registrar crescimento no primeiro trimestre deste ano, comparada aos últimos três meses de 2016

Agência Brasil

Henrique Meirelles falou sobre volta de investimentos em apresentação a empresários estrangeiros
Gustavo Raniere/MF - 29.3.17
Henrique Meirelles falou sobre volta de investimentos em apresentação a empresários estrangeiros

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, afirmou nesta sexta-feira (4) que as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo dão maior previsibilidade à economia brasileira e permitirão um retorno dos investimentos, que caíram cerca de 30% nos anos de 2015 e 2016. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve redução em trono de 8% neste biênio.

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Para Meirelles, a economia brasileira já deve registrar crescimento no primeiro trimestre deste ano, encerrado em março, em relação aos últimos três meses de 2016. “Prevemos um aumento de 30% nos investimentos nos próximos trimestres, recuperando a queda que houve. E isso já está ocorrendo”, disse o ministro. “O país começa claramente a crescer, e a nossa previsão é ter um índice positivo já no primeiro trimestre de 2017”, acrescentou.

O ministro listou algumas ações propostas pelo governo para equilibrar as contas públicas, como a reforma da Previdência, e outras já implementadas, como o teto dos gastos públicos. A previsão de safra recorde no primeiro trimestre e a injeção de R$ 40 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na economia foram destacados pelo ministro, que acredita que o país entrará em um período de crescimento baseado no investimento. “Temos confiança de que, daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, veremos que está havendo mudança de direção na economia brasileira", afirmou.

Meta de deficit primário

O contingenciamento anunciado pelo governo para cumprir a meta de deficit primário previsto no Orçamento de 2017 também foi citado por Meirelles. Segundo o ministro, o corte pode se tornar menor conforme sejam contabilizadas receitas que hoje ainda não podem ser incluídas no Orçamento, como os R$ 8 bilhões que o governo espera arrecadar no próximo leilão do pré-sal.

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“Devido a uma questão de normas do Tribunal de Contas da União, são receitas que ainda não podem ser contabilizadas, porque não ocorreram e não há documentação, licitações feitas ou decisões judiciais já liberando os recursos”, disse o ministro a jornalistas na saída do evento.

“Existe, por exemplo, uma disponibilidade de precatórios que foram depositados pela União nos bancos e que os beneficiários não retiraram de acordo com as normas da Justiça. Com isso, existe uma disponibilidade grande de recursos que serão devolvidos aos cofres da União, vários bilhões de reais”, acrescentou.

Melhorias

De acordo com Meirelles, já existem alguns indicadores de retomada da economia, como o aumento da produção de veículos automotores, a expansão da produção de embalagens e a melhora dos índices de confiança dos empresários.

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“Dessa vez, estamos construindo uma trajetória de crescimento sólida, ancorada nos ganhos de investimentos e de produtividade. Será um crescimento com sustentabilidade”, finalizou o ministro.