Brasil Econômico

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Limite do rotativo será de apenas 30 dias após a nova regra para pagamento da fatura do cartão de crédito, que entra em vigor nesta segunda-feira (3). “Na prática, uma dívida com taxas de juros que atualmente podem chegar a 490% ao ano é trocada por uma com taxa média de 160%”, informa o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

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Limite do rotativo será de apenas 30 dias após a nova regra para pagamento da fatura do cartão de crédito

Embora a novidade venha com melhores condições para o consumidor, a entidade não deixa de alertar que controle de gastos continuará sendo a melhor saída para quem não quer se endividar com o cartão de crédito .

Após o prazo máximo de 30 dias do crédito rotativo, o consumidor poderá financiar por meio de uma linha de crédito parcelada pela operadora do cartão – obrigatoriamente – com melhores condições. 

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Medida

Evitar o superendividamento, reduzir os juros cobrados e a incidência de inadimplentes são os principais objetivos da medida do governo federal. De acordo com o SPC Brasil, o grau de inadimplência do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas é de 33,2%, enquanto que do parcelado é de 1,2%.

“Antes que o consumidor se surpreenda com o crescimento exponencial da sua dívida no rotativo, que cobra juros elevadíssimo, ele terá a oportunidade de parcelar essa pendência com uma taxa inferior. Como o valor final da dívida será menor do que se estivesse no rotativo, o seu pagamento poderá ser mais fácil, evitando que o consumidor tenha seu nome inserido nos cadastros de inadimplentes”, informa o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro.

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o consumidor não deve encarar as novas regras como um incentivo ao uso desenfreado do cartão de crédito, uma vez que as altas taxas de crédito rotativo continuam a ser cobradas no primeiro mês de atraso. Sendo ainda necessário o planejamento financeiro.

Atraso inevitável

Caso o atraso ocorra mesmo com o planejamento, é importante que o consumidor não se desanime por isso e nem abra mão de escolher as melhores condições de pagamento. Segundo a economista, é recomendado que a dívida do cartão de crédito – mesmo parcelada – seja trocada pelo crédito pessoal, que além de mais barata, geralmente, é descontada de modo automático da folha de pagamento.

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