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Projeções divulgadas nesta quinta-feira (30) apontam inflação sobre controle e abaixo da meta, porém crescimento pífio da economia; veja

Relatório do Banco Central, que faz projeções de indicadores econômicos, apontou inflação abaixo da meta de 4,5% e PIB tímido de 0,5% este ano
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Relatório do Banco Central, que faz projeções de indicadores econômicos, apontou inflação abaixo da meta de 4,5% e PIB tímido de 0,5% este ano


Projeção divulgada na manhã desta quinta-feira (30) pelo Banco Central estima que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), seja de 4% este ano. A projeção da inflação foi feita com base nas projeções do mercado financeiro para a taxa de juros e a do câmbio.

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Se a estimativa se confirmar, a inflação no País em 2017 ficará abaixo do centro da meta estipulada pelo governo, que é de 4,5%, tendo como limite índice inferior a 3% e superior de 6%, informou o Banco Central .

Já no próximo ano a estimativa para o IPCA é manter-se no centro da meta de 4,5%. Em 12 meses encerrados em março de 2019, a projeção do BC para o indicador é de 4,6%.

Outro cenário

No informativo divulgado pelo BC foram feitos outros cenários para a inflação baseados na influência da taxa básica de juros Selic e no câmbio. Com a moeda estrangeira cotada a R$ 3,10, e a Selic em 12,25% ao ano, a inflação no País pode fechar o ano em 3,9%. Em 2018, usando como base o mesmo cenário a projeção para 2018 seria de IPCA na ordem de 4,3% e em 12 meses encerrados em março de 2019, o indicador ficaria em 4,4%.

No segundo cenário, em nova metodologia, o BC utiliza as projeções de mercado para a taxa de juros e prevê um câmbio constante em R$ 3,10 para fazer à estimativa. Este ano, a inflação deve fechar em 3,9%, em 2018 em 4,3% e, em 12 meses encerrados em março de 2019, em 4,4%.

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PIB

No mesmo relatório o Banco Central reduziu a projeção da economia brasileira para este ano. A expectativa atual é de crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).  O novo indicador teve queda, já que anteriormente a projeção era de alta de 0,8% no PIB em 2017.

Mesmo com o crescimento mais enxuto da economia brasileira ao longo desse ano, quando a projeção é feita para setores produtivos como a agricultura, o BC sinaliza crescimento de 6,4% frente à projeção anterior que era de 4%. Em 2016, o desempenho da agricultura foi o pior já registrado no País, com retração de 6,6%.

A estimativa para o desempenho da indústria foi revisada, ao passar de crescimento 0,6% para recuo de 0,1%. Para o setor de serviços e comércio, a expectativa de crescimento passou de 0,4% para 0,1%.

Outra projeção que teve recuo foi a da expansão do consumo das famílias brasileiras. O indicador passou de crescimento de 0,5% para 0,4% no ano, após ter apresentado em 2016, a maior retração da sua história, com queda de 4,2%.  “Esse cenário repercute o ambiente de aumentos da renda real e dos indicadores de confiança, os impactos da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e as perspectivas de estabilização do mercado de trabalho no segundo semestre”, diz o relatório do Banco Central.

*Com informações da Agência Brasil

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