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Previsão para a retomada econômica do instituto considera a recuperação da indústria e da agropecuária que prevê supersafras de soja e grãos em geral

Diferente do Ipea, Banco Central baixou projeção do PIB para um crescimento de 0,5%
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Diferente do Ipea, Banco Central baixou projeção do PIB para um crescimento de 0,5%

De acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), este ano deve registrar variação positiva de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país –, na série com ajuste sazonal, assim rompendo uma sequência de dados negativos desde o último trimestre de 2014.

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Considerando apenas o primeiro trimestre, o Grupo de Conjuntura do Ipea projeta um crescimento de 0,3% do PIB . Foi estimado pelo grupo um crescimento econômico de 3,4% em 2018, com inflação em 4,5%.

O diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Jr., diz que a previsão para a retomada econômica do instituto considera a recuperação da indústria e da agropecuária que tem previsão de supersafras de soja e grãos em geral.

Já para o Ipea, estas estimativas levam em conta um cenário em que não haverá grandes mudanças no ambiente externo, que a situação política doméstica ficará estável e que o Brasil seguirá avançando na estruturação de um arcabouço legal que dê suporte a um novo regime fiscal, condição considerada essencial para a viabilidade da retomada do crescimento.

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Souza Jr. explicou ainda que as projeções do Ipea estão condicionadas à aprovação das reformas, principalmente a previdenciária, que devem viabilizar uma melhoria nas contas públicas, revertendo a trajetória de alta da dívida pública federal, que subiu para R$ 3,134 trilhões em fevereiro e melhorando o ambiente de negócios.

“A gente fez a análise baseada num cenário com reformas. A aprovação ou não de reformas terá grande impacto tanto nas projeções deste ano quanto do ano que vem”, disse Souza Jr. “Se as reformas não forem aprovadas, o cenário fica muito incerto. É essencial que hoje a gente tenha algum nível de certeza sobre a capacidade do governo de reverter a trajetória de dívida pública, que continua em expansão”, disse.

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O Banco Central (BC), por sua vez, reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do PIB passou de 0,8%, estimativa de dezembro, para 0,5%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira.