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PepsiCo, Starbucks, General Motors e Walmart deixarão de exibir anúncios na plataforma de vídeos do Google por publicidades em vídeos ofensivos

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O YouTube segue sofrendo com o boicote de grandes empresas após colocar publicidades em vídeos de conteúdo racista e antissemita. Nesta semana, PepsiCo, Starbucks, General Motors e Walmart anunciaram que vão deixar de veicular publicidade na plataforma de vídeos do Google.

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“Estamos profundamente preocupados e terrivelmente desapontados que alguns dos nossos anúncios de marca tenham aparecido ao lado de vídeos que promovem ódio e que são ofensivos", afirmou a PepsiCo. "A PepsiCo tem uma longa história de abraçar a diversidade e a inclusão, e conteúdo como este viola os nossos valores fundamentais”, finalizou a empresa sobre a saída do YouTube .

As empresas se juntam a outras companhias que deixaram de anunciar na plataforma como é o caso do McDonald's, Audi, Johnson & Johnson entre outros. HSBC e Marks & Spencer, por exemplo, removeram campanhas voltadas para o mercado britânico, que é o segundo maior do Google fora dos Estados Unidos. Em 2016, este mercado gerou uma receita de US$ 7,8 bilhões ao gigante da tecnologia, equivalente a quase 9% da arrecadação total para o período, sendo a maior parte justamente proveniente de anúncios.

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Além disso, o próprio governo britânico suspendeu publicidades na plataforma de vídeos do Google, pois alguns de seus conteúdos foram colocados ao lado de conteúdos considerados homofóbicos e antissemitas – o que resultou em uma série de processos judiciais.

De acordo com o The Wall Street Journal, algumas outras empresas como Coca-Cola, Microsoft e Amazon também tiveram seus comerciais reproduzidos juntamente com vídeos ofensivos, mas até agora não falaram sobre deixar a plataforma.

Novos recursos

Buscando melhorar as questões de acessibilidade, a plataforma do Google vai começar a transcrever, de forma automática, os efeitos sonoros inclusos nos vídeos, como gargalhadas, aplausos e músicas, por exemplo.

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Até o momento, somente estes três efeitos são reconhecidos pelo sistema do YouTube . De acordo com o que foi informado pelo Google, a decisão por estas três opções aconteceu porque são os recursos que a maior parte dos criadores de conteúdo legenda de forma manual.

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