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Entre as oito categorias analisadas em Recife, Salvador, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, apenas três tiveram recuo

Brasil Econômico

Energia elétrica, leite tipo longa vida e condomínio residencial foram os itens que mais pressionaram a inflação (não oficial) na terceira semana do mês de março. A afirmação é do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que variou 0,39% no atual indicador medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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Conta de luz apresentou variação de 2,91% para 4,62% e foi um dos principais motivadores pela alta do IPC-S
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Conta de luz apresentou variação de 2,91% para 4,62% e foi um dos principais motivadores pela alta do IPC-S

De acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira (23), o resultado do IPC-S foi 0,04 ponto percentual (p.p) acima do anteriormente registrado.

Categorias

Das oito classes de despesas apuradas pela instituição, apenas três tiveram variação negativa no período analisado. Sendo elas: comunicação, com a retração de 0,77%, transportes com a baixa de 0,03% e educação, leitura e recreação, com a marca negativa de 0,18%.

O motivo pela baixa da categoria dos transportes foi a redução do preço da gasolina que passou de uma retração de 0,34% para queda de1,22%. Já a diminuição da tarifa de telefone residencial que teve queda de 2,05% para -2,96 atualmente,  foi o que mais impulsionou a marca negativa da categoria de comunicação.

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Já entre os itens que tiveram alta, o destaque vai para o grupo de habitação, que registrou elevação de 0,94% e despesas diversas, com alta de 0,80%. A principal razão para a elevação da primeira é a conta de luz que passou de 2,91% para 4,62%. Enquanto que a alta da taxa do preço do cigarro, que foi de 0,94% para 1,32% foi o impulsionador do crescimento apresentado em despesas diversas.

Saúde e cuidados pessoais também faz parte daqueles que apresentaram alta no período. A variação positiva de 0,61% se deve à correção sobre os artigos de higiene e cuidado pessoal. Esse subindicador alternou de 0,17% para 0,76%.

Alimentação e vestuário, por outro lado, apresentaram variações respectivas de 0,42% e 0,12% no IPC-S. O motivo pela elevação da primeira categoria mencionada foram os laticínios, uma vez que ficaram 1,02% mais pesados para o bolso do consumidor. Antes, a variação dessa subclasse foi de 0,57%.

Locais

O IPC-S realizado pelo Instituo Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas foi apurada em Brasília, Recife, Salvador, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

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