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Agência Nacional de Vigilância Sanitária identificou a presença em excesso do teor de aflatoxinas no lote 0027 das paçocas rolha da marca Dicel

Lote da paçoca Dicel que teve a comercialização proibida foi fabricado em 18/11/2016
Reprodução
Lote da paçoca Dicel que teve a comercialização proibida foi fabricado em 18/11/2016

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, na última segunda-feira (20), oa venda do lote 0027 da paçoca rolha da marca Dicel. Segundo a agência, estas unidades do produto distribuído pela Indústria e Logistica Wethonklauss Constante Ltda excediam o limite do teor de aflatoxinas, que são espécies de toxinas produzidas por fungos e encontradas em alimentos.

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"De acordo com relatório do Laboratório de Análise Micotoxicológicas (LAMIC - Santa Maria/RS), foi detectado teores de aflatoxinas acima do Limite Máximo Tolerado (LMT) permitidos para amendoim com casca, descascado, cru ou tostado, pasta de amendoim ou manteiga de amendoim", informou a Anvisa por meio de nota sobre o lote de paçoca .

Ainda segundo a agência, as "aflatoxinas são substâncias tóxicas e carcinogênicas, e, por isso, produtos fora da especificação não podem ser consumidos pela população". A Anvisa afirmou que a proibição vale para todo o Brasil e que data de fabricação do lote é 18/11/2016, com validade até 18/11/2017.

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Outros casos

Além do lote da paçoca, a agência também proibiu, na última segunda-feira, a distribuição e comercialização de outros produtos. Um deles foi o lote 0001700 do produto Palmito Picado, da marca Mega Sabor. O alimento, fabricado pela Natural Sabor Alimentos Ltda, teve reprovação em diversos ensaios laboratoriais, como análise de rotulagem, teste de incubação e determinação potenciométrica.

Segundo a Fundação Ezequiel Dias (FUNED), o laudo é definitivo, pois a empresa não solicitou uma perícia de contraprova. A Anvisa, portanto, proibiu o lote do Palmito Picado, com validade  para 30/03/2019, e determinou que a empresa seja responsável pelo recolhimento do estoque.

A agência também proibiu a comecialização de todos os lotes de qualquer produto da marca Papa no Prato, que vendia alimentos de criança na internet por um fabricante desconhecido e não possuía registro no órgão.

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Dessa forma, os produtos Etapapá 1, 2 3 e Frutas, bem como qualquer outro produto da marca Papa no Prato tiveram a fabricação, distribuição, comercialização e divulgação em proibidas em todo o território nacional, assim como o lote da paçoca Dicel. Anvisa ainda reforça que os alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância são alimentos infantis de registro sanitário obrigatório.