Brasil Econômico

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (15), em Brasília, que o governo ainda não tomou nenhuma decisão sobre a necessidade de aumentar os impostos. Segundo ele, qualquer anúncio sobre esta questão deverá ser feito somente na próxima quarta (22), quando será o relatório bimestral de receitas e despesas será divulgado. O documento será utilizado para informar se um corte de despesas será necessário para cumprir a meta de deficit primário.

Leia também: Deficit da Seguridade Social teve aumento de 55,4% em 2016, diz governo

Na ocasião, o governo deverá apresentar projeções atualizadas sobre dados econômicos. Além disso, será divulgada a decisão sobre a correção da tabela do IR. "Isso não afeta as declarações do Imposto de Renda que serão apresentadas agora em abril", esclareceu Meirelles. Segundo o ministro, a correção na tabela, se houver, terá efeito no recolhimento de impostos na fonte deste ano. As declarações que estão sendo enviadas à Receita Federal até abril tem como base o ano de 2016.

Segundo Henrique Meirelles, correção na tabela terá efeito no recolhimento de impostos na fonte deste ano
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo Henrique Meirelles, correção na tabela terá efeito no recolhimento de impostos na fonte deste ano


Você viu?



As declarações foram feitas na Escola de Administração Fazendária (Esaf), onde o ministro permaneceu pela manhã após o prédio do ministério ser ocupado por movimentos sociais que protestam contra a reforma da Previdência . Meirelles disse ainda que não é possível fazer qualquer previsão sobre os recursos que serão obtidos com o novo projeto de repatriação de valores aprovado na terça-feira (14) pelo Senado. O projeto segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. 

No entanto, o ministro da Fazenda disse que a estimativa inicial é que R$ 10 bilhões sejam distribuídos entre a União, estados e municípios. A estimativa preliminar é que a União fique com R$ 7 bilhões. O projeto de lei que reabre o prazo para a repatriação, isto é, a regularização de ativos não declarados enviados ao exterior, foi aprovado pelo Senado sem nenhuma alteração  em relação ao enviado pela Câmara dos Deputados. Com isso, a proibição para parantes de políticos aderirem ao programa foi mantida.

"Ajuste fiscal é fundamental"

Sem descartar a possibilidade de aumentar impostos, o ministro defendeu que o ajuste fiscal, com a reforma da Previdência, é necessário para a retormada do crescimento econômico. "O Brasil precisa voltar a crescer e isso vai gerar, não só aumento de arrecadação de estados e de municípios, e também a federal e melhorar o padrão de vida para todos. Por isso, é fundamental o ajuste fiscal federal”, acrescentou.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários