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De acordo com o Instituto, o estado da Bahia foi o que apresentou maior retrocesso entre os meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017

Brasil Econômico

Nesta terça-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um balanço a respeito do desempenho produtivo da indústria nacional entre os meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017. Os resultados mostram que dos 14 locais pesquisados, cinco apresentaram queda na produção.

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Bahia foi o estado com o maior retrocesso na indústria, diz IBGE
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Bahia foi o estado com o maior retrocesso na indústria, diz IBGE

Embora, cerca de um terço das regiões sofreu com o recuo na produção, a média nacional apurada entre os meses é de estabilidade, uma vez que o registro foi de uma leve queda de 0,1% na indústria .

De acordo com o IBGE, a Bahia foi o estado com o maior retrocesso no período, ao apontar um saldo abaixo de zero, com queda de 4,3%. Ceará e Rio Grande do Sul também se destacaram negativamente, o primeiro retrocedeu sua produção em 3,4% em relação a dezembro de 2016, enquanto que o segundo teve queda de 3,1%.

Vale salientar que todas essas regiões no indicador passado obtiveram variações positivas. A queda mais surpreendente foi do Ceará, que veio de uma alta de 11,6%. O Rio Grande do Sul, por outro lado, tinha conseguido o saldo positivo de 6,2%, enquanto que a Bahia veio de uma alta mais tímida, de 1,6%.

O IBGE também é conhecido por analisar separadamente a Região Nordeste, que registrou entre os períodos de dezembro de 2016 e janeiro de 2017, a baixa de 1,8%. E para completar o quadro de retração vem o Paraná, com 0,8%.

Por outro lado, Espírito Santo foi o estado que mais se sobressaiu entre os outros, com a alta de 4,1% em sua produção. Já Goiás e Pará concluíram o mês de janeiro com o idêntico saldo de 2,4%, enquanto que Pernambuco registrou a variação positiva de 2,1%.

Os outros estados que fecharam a comparação mensal com ganhos – ainda que tímidos – foram São Paulo, com a alta de 1%, Rio de Janeiro com a leve variação de 0,3%. Também faz parte do pacote, as regiões de Minas Gerais e Santa Catarina, que registraram respectivamente, 0,7% e 0,6%.

Média móvel trimestral

Na comparação entre o último trimestre– encerrado em janeiro de 2017 - e o penúltimo trimestre de 2016, a média nacional apresentou a taxa de 0,9%. Das 14 regiões apuradas pelo IBGE, 10 apresentaram saldos positivos. O maior destaque foi para Espírito Santo, que ficou com a variação de 3,4%. Por outro lado, Pernambuco foi a região com o pior indicador, com o saldo negativo de 0,6%.

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Janeiro de 2016/janeiro de 2017

Nesse aspecto a média nacional apontou para expansão de 1,4% em janeiro de 2017. Uma vez que 12 dos 15 locais obtiveram variações positivas.

O maior destaque para esse comparativo foi Pernambuco, que alavancou sua produção em 14,1%. De acordo com o IBGE, a alta se deve aos avanços intensos na produção dos setores de produtos alimentícios – mais especificamente o açúcar refinado, VHP e cristal, margarina, biscoito, bolachas, produtos, alimentícios ou de salamaria de carnes de aves óleos vegetais e massas alimentícias secas.

Já a alta de 13,4% no Espírito Santo, é explicada pela metalurgia de tubos flexíveis e trefilados de ferro e aço e bobinas a quente de aços ao carbono. O setor extrativista também obteve melhoras nos óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural.

A alta do Mato Grosso de 13,3%, por outro lado, foi impulsionada pelos produtos alimentícios, mais especificamente por causa de tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja e óleo de soja bruto.

Ao subir um pouco no mapa é possível se deparar com o pior resultado do comparativo entre janeiro de 2016 e 2017. O estado da Bahia ficou com o saldo negativo de 15,5%. A justificativa para a queda brusca foram os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Além disso, a indústria extrativista contribuiu para o recuo, uma vez que minérios de cobre, gás natural e óleos brutos de petróleo, não registraram resultados positivos.

As outras taxas negativas ficaram com as regiões do Rio Grande do Sul e no Nordeste, com as variações de 4,1% e 2,9%, respectivamente.

Acumulado em 12 meses

Se as outras médias nacionais ou apresentaram certa estabilidade ou altas, neste comparativo o resultado foi de queda de 5,4%. Embora o indicador seja negativo, a porcentagem obtida também significa uma desaceleração das baixas, uma vez que em junho de 2016, a taxa foi de -9,7%.

Ainda contrariando os outros indicadores, no acumulado 14 dos 15 lugares pesquisados apresentaram baixas em janeiro de 2017. Os principais ganhos da indústria foram em Pernambuco que passou de -9,4% para -5,5% e o Amazonas que saltou de -10,9% para -7,8%. Espírito Santo e Minas Gerais também apresentaram certos rendimentos, sendo que o primeiro foi de -18,8% para -16,1% e o segundo foi de -10,9% para -7,8%.

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