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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado pelo IBGE apresentou variação de 0,71% no acumulado do ano e 4,76% em 12 meses

Brasil Econômico

De acordo com IBGE, grupo educação foi um dos maiores contribuintes para o resultado do IPCA, com alta de 5,04%
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De acordo com IBGE, grupo educação foi um dos maiores contribuintes para o resultado do IPCA, com alta de 5,04%

Informações divulgadas nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou variação de 0,33% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro, quando o indicador variou 0,38%.

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De acordo com o IBGE , o IPCA acumula taxa de 0,71% no ano, enquanto em 12 meses a inflação oficial é de 4,76%, próxima ao centro da meta de 4,5% estimada pelo governo federal. Contudo, foi considerado o resultado mais baixo apresentado pelo indicador desde o 0,13% obtido em 2000. Em relação aos dois primeiros meses do ano, o índice está em 0,71%, percentual inferior aos 2,18% do mesmo período de 2016.

Em fevereiro, o grupo educação foi um dos maiores contribuintes para o resultado, com alta de 5,04%, sendo responsável por 70% do indicador. A alta neste grupo em específico reflete o reajuste praticado no início do ano letivo, evidenciando o aumento de 6,99% nas mensalidades dos cursos. Por outro lado, o grupo alimentação apontou queda de 0,45%, com impacto de -0,11 ponto porcentual.

Itens e Regiões

Em relação às regiões, os cursos regulares subiram 4,94% em São Paulo e 10,13% em Salvador, com exceção de Fortaleza.  Considerando os alimentos para consumo em casa, todas as regiões pesquisadas registraram quedas, com destaque para São Paulo, com -0,39% e Campo Grande, com -1,57.

Produtos importantes na mesa do brasileiro apontaram queda nos preços em fevereiro, como por exemplo, o feijão-carioca, com -14,22% e o frango inteiro, com -3,83%. Já entre os itens alimentícios que obtiveram acréscimo, cenoura e açaí foram os com maiores variações, com 11,77% e 10,95%, respectivamente.

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Reajustes

Entre as quedas apontadas pelo indicador, o item passagem aérea foi o de maior impacto, com 12,29%, o que quase anulou o 0,06 ponto porcentual dos ônibus urbanos, com tarifas 2,33% mais caras.

Vale ressaltar que o reajuste de 25% nas tarifas em Brasília que vigorou de 2 a 18 de janeiro, foi interrompido, retornando a tarifa anterior e sendo reaplicado no dia 28 do mesmo mês. Em Curitiba, Fortaleza e Vitória, os reajustes foram de 14,86%, 20,93% e 16,67%, respectivamente. Na região metropolitana de São Paulo, a tarifa dos ônibus intermunicipais foi reajustada em 6,65%.

Com isto, o grupo transportes apontou variação de 0,24%, assim como veículos, com 2,59% e combustíveis, com -0,25% Em relação à gasolina, o litro ficou mais barato, exceto em Salvador e Campo Grande, com variações de 8,79% e 0,74%. Já o etanol variou -0,72%, menos em Salvador, com alta expressiva de 9,50%.

Na ótica dos índices regionais, o mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro, com 0,68%, uma vez que o item cursos regulares aumentou 9,65%. Em contraponto, Goiânia foi a com menor índice, com-0,39%, em consequência da queda de 4,24% nos combustíveis.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC ) variou de 0,42% em janeiro para 0,24% em fevereiro, 0,18 ponto porcentual menor. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice baixou de 5,44% para 4,69%. Em comparação ao mês de janeiro, os produtos alimentícios caíram 0,53%.  No agrupamento dos não alimentícios a variação foi de 0,59%, maior do que a taxa de 0,45% de janeiro.

Segundo o IBGE e ao que se diz respeito aos índices regionais, a alta mais elevada foi observada na região metropolitana de Curitiba, com 0,66%, onde o item ônibus urbano avançou para 15,30% devido ao reajuste de 14,86% nas tarifas. O menor índice foi o de Goiânia, com -0,44%, reflexo do decréscimo de 5,01% na energia elétrica.

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