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Trabalhador que, na data da pesquisa, recebia apenas um salário mínimo, desembolsaria cerca de 83% de seu salário para se alimentar fora de casa

Valor da refeição do Sudeste está acima da média nacional, que é de R$ 32,94
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Valor da refeição do Sudeste está acima da média nacional, que é de R$ 32,94

O preço médio da refeição completa (prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café) teve aumento de 7,5% em 27 cidades do Sudeste no ano passado, chegando a custar R$ 33,25 para o trabalhador, de acordo com informações da Pesquisa Assert Preço Médio da Refeição, conduzida pelo Instituto Datafolha a pedido da Assert – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador.  Apesar de não ser a região mais cara do País, posição ocupada pelo Sul, o valor está acima da média nacional, que é de R$ 32,94.

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Tomando como base o preço médio de R$ 33,25 no Sudeste , um trabalhador que na data da pesquisa – realizada em novembro de 2016 – recebia apenas um salário mínimo nacional (R$ 880) e não tinha o benefício do voucher-refeição, desembolsaria cerca de 83% de seu salário para se alimentar fora de casa durante sua jornada de trabalho, considerando 22 dias úteis, de segunda a sexta-feira. Os valores das refeições foram calculados com base em 3.740 preços coletados em estabelecimentos de 27 cidades dos quatro estados da região.

Diante destas condições, o sistema de voucher-refeição apresenta um impacto significativo na vida dos brasileiros e até mesmo na economia. No País, o benefício pode ser viabilizado por meio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho.

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O programa busca proporcionar a complementação alimentar do trabalhador com o compartilhamento de responsabilidades entre o Governo e as empresas. Atualmente, mais de 20 milhões de trabalhadores são atendidos pelo PAT, sendo que 85% destes ganham até cinco salários mínimos.

Paula Cavagnari, diretora-presidente da Assert, afirma que a pesquisa, além de apresentar o cenário dos preços das refeições fora do lar, também tem o objetivo verificar a percepção dos proprietários dos estabelecimentos comerciais em relação ao aumento da demanda por uma alimentação saudável.

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“De acordo com o estudo, aproximadamente cincos em cada dez responsáveis pelos estabelecimentos acreditam que os clientes estão mais preocupados com uma alimentação saudável, ou seja, com uma dieta equilibrada, com o consumo de verduras, legumes, grãos, proteínas, frutas e sucos naturais”, comenta Paula sobre o levantamento que registrou aumento de preços na região Sudeste.