Brasil Econômico

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Após dia de instabilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no valor mais alto em quase dois meses. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (9) cotado a R$ 3,195, com valorização de R$ 0,023 (0,73%). Este é o maior valor para a moeda desde 19 de janeiro, quando fechou o dia a R$ 3,20.

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A divisa chegou a operar em queda durante a manhã, mas reverteu a tendência e disparou durante a tarde. Por volta das 16h30, o dólar  atingiu R$ 3,197, a máxima do dia. Em março, a moeda subiu 2,6%, mas quando o ano de 2017 é considerado, há queda de 1,7%.

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Divulgação de dados relacionados a criação de emprego nos Estados Unidos influenciou cotação do dólar

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Na quarta-feira (8), o dólar tinha apresentado alta após veículos de comunicação publicarem uma declaração de Henrique Meirelles. O ministro da Fazenda havia dito, em evento fechado em Brasília, que, para aumentar a arrecadação, o governo estudaria elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O próprio ministro desmentiu a declaração horas depois da circulação da notícia.

Outro fator que influenciou a cotação foi a divulgação de dados mais fortes que o previsto no mercado de trabalho dos Estados Unidos. No mês passado, o país teve desempenho acima do esperado, com a criação de 290 mil empregos. Amanhã (10), serão divulgados novos indicadores sobre pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. A queda do desemprego nos EUA indica que o Federal Reserve (Fed), equivalente ao Banco Central norte-americano aumentará os juros básicos no país.

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Com taxas mais altas nos países desenvolvidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, e fazem o dólar ter cotação elevada. No mercado de ações, o dia também foi de perdas. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou a sessão com queda de 0,21%, aos 64.585 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, terminaram o dia em baixa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 0,6%. Enquanto isso, os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 0,34%.

* Com informações da Agência Brasil.

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