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Fecomercio-SP registrou alta de 2,2% no Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) se comparado a janeiro, atingindo assim, cerca de 77,6 pontos

Brasil Econômico

Segundo Fecomercio-SP,  paulistanos devem permanecer reduzindo o seu grau de insatisfação
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Segundo Fecomercio-SP, paulistanos devem permanecer reduzindo o seu grau de insatisfação

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) registrou alta de 2,2% em relação a janeiro, atingindo 77,6 pontos. Se comparado ao mesmo mês de 2016, o acréscimo é de alta de 8,8%. O resultado foi considerado o com maior patamar desde junho de 2015.

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Vale ressaltar que o ICF da Fecomercio-SP varia de 0 a 200 pontos. Quando abaixo de 100 pontos, o resultado é de insatisfação e quando acima, representa satisfação em relação às condições de consumo atual.

Avaliação 

Em fevereiro, os sete itens avaliados apresentaram alta, com destaque para o Nível de Consumo Atual, que avançou 4,4%, se aproximando dos 50 pontos, com 49,8. Contudo, ainda é considerado o pior item para 60% dos paulistanos, uma vez que afirmaram gastar menos atualmente do que no mesmo período de 2016.

Para o médio prazo a situação é similar, com redução do grau de insatisfação. O item Perspectiva de Consumo subiu 2,9% e atingiu 69,2 pontos no mês. Em relação a fevereiro de 2016, foi o item que apresentou a maior variação positiva, 32,2%. Em fevereiro de 2016 eram 62% que diziam que iriam consumir menos nos meses seguintes, e este porcentual agora é de 52%.

Em relação ao médio prazo, houve redução no grau de insatisfação. O item perspectiva de consumo cresceu cerca de 2,9%, ao atingir 69,2 pontos em fevereiro. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, o item variou positivamente, com 32,2%, já que os 62% que afirmaram estimar consumir menos, foram reduzidos para 52%.

Com a realização de poucas liquidações no início de 2017 por conta dos baixos estoques dos varejistas em relação às vendas de fim de ano, o item momentos duráveis registrou um tímido aumento de 1,7%, com 57 pontos. Vale lembrar que se comparado ao mesmo mês do ano passado a alta foi de 11,4% ante o mês anterior.

 Recuperação do consumo

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De acordo com a assessoria econômica da Federação, os indicadores estão vinculados a recuperação do consumo, porém estão distantes do que seria um patamar ideal. A entidade ainda frisou a importância de a tendência se manter positiva, já que suas elevações estão atreladas a menor pressão de preços.

O item renda atual apresentou alta de 2,8% em fevereiro, ao passar de 82,5 pontos para 84,8 pontos, sendo o maior contribuinte para o resultado positivo do ICF. A variação também foi similar para o item acesso a crédito, que aumentou 2,4% mostrando que os paulistanos estão com menos dificuldade na contratação de financiamento para compras de longo prazo. Porém, mesmo com a evolução, a pontuação permanece abaixo dos 70,7 pontos.

Já os itens relacionados ao emprego evidenciaram o patamar de satisfação, ao registrarem alta de 1,6% no emprego atual, com 101 pontos, ultrapassando a marca dos 100 pontos pela primeira vez desde julho d 2015.  O item perspectiva profissional cresceu 1% e atingiu 110.

Renda

Na segmentação por faixa de renda, o crescimento mais evidente se deu no grupo que recebe menos de 10 salários mínimos, com elevação de 2,8%. Em relação ao patamar de 77,1 pontos, o grupo perde para as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, já que registraram 79,1 pontos, alta mensal de 0,6%. Ambas as classes estão com níveis superiores em comparação ao ano passado, com 7,7% para a primeira e 12,1% para a segunda.

De acordo com a Fecomercio-SP, o ICF deve continuar com os resultados positivos durante o ano de 2017, assim como os paulistanos devem permanecer reduzindo o seu grau de insatisfação, consequentemente ampliando o nível de consumo, tão importante o crescimento econômico.

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