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Menor poder de consumo, desemprego e recessão econômica foram apontadas como os impulsionadores dessa redução de assinturas

TV por assinatura tem queda de quase 2% em um ano, diz Anatel
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TV por assinatura tem queda de quase 2% em um ano, diz Anatel


Balanço da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontou que o número de consumidores que utilizam a TV por assinatura no Brasil teve queda de 1,91% na comparação com janeiro de 2016 versus janeiro deste ano. Entre dezembro e janeiro foram 105 mil assinaturas a menos entre as empresas de TV paga no País.

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Segundo a Anatel o Brasil soma atualmente 18,69 milhões de clientes que têm em suas residências e empresas TV paga. Outro dado importante foi que a tecnologia por satélite tem o maior número de assinantes com 10,6 milhões de clientes e vem seguido da TV a cabo com 7,7 milhões de assinaturas ativas.

Em 12 meses Pernambuco foi o local com o maior número de cancelamentos do serviço de TV paga no País, ao apresentar queda de 8,02%. Na sequência aparece Rondônia com queda de 7,98% e o Amapá, com retração de 7,58%. Em contrapartida, algumas regiões brasileiras apontaram crescimento no segmento, sendo elas: Piauí com alta de 7,47%; Sergipe com 4,26% e o Maranhão, com alta de 4,08% no período analisado pela autarquia.

Mais uma vez a crise econômica, o desemprego e a perda do poder de consumo foram responsáveis pelo cancelamento do serviço de TV paga em todo o País.

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Celulares

A autarquia apontou também que o número de linhas de celulares ativas teve retração de 5,38% na comparação entre janeiro de 2017 frente igual período do ano passado. No total o Brasil tem 243,42 milhões de linhas ativas e quando se compara janeiro com dezembro, houve leve retração de 0,27%. Foi apurado ainda que a queda mais acentuada no número de linhas foi entre os consumidores que tinham serviços de telefonia móvel pré-paga.

Em 12 meses 20 milhões de linhas foram descontinuadas, o que representa queda de 10,88% no período analisado. Já os pós-pagos tiveram aumento de 6,17 milhões de linhas, o que representa alta de 8,41%.

De acordo com a autarquia, a queda do número de celulares é consequência da redução da tarifa de interconexão, que é o valor cobrado entre empresas fixas e móveis para a realização das ligações, e do valor de remuneração de uso de rede, praticado entre as operadoras de celulares. “Com preços menores das ligações de uma empresa para outra, os consumidores cancelaram os chips de diferentes prestadores. A desaceleração econômica também contribuiu para encolhimento da base de acessos móveis”, explicou a Anatel.

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