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O SPC e a CNDL também apuraram que 83% dos empreendedores do varejo e serviços consideram importante ou muito importante a reforma tributária

Brasil Econômico

Cerca de um terço dos empresários dos setores de varejo e serviços não consideram a atuação na informalidade um problema. Foi o que apontou pesquisa realizada e divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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O SPC Brasil e a CNDL apuraram que dos 7% dos empresários que se mostram descrentes com a reforma tributária
Divulgação
O SPC Brasil e a CNDL apuraram que dos 7% dos empresários que se mostram descrentes com a reforma tributária

A justificativa para a opinião dos empresários, um tanto quanto polêmica, é que o sistema brasileiro favorece que essas práticas sejam aderidas. Tanto é que o SPC Brasil e a CNDL também apontaram que 83% dos empreendedores do setor consideram importante ou muito importante a reforma tributária no País.

Não só isso, 77% dos entrevistados consideram que a reforma traria reflexos positivos para a economia nacional. Entre os pontos mencionados, 60% citou a geração de empregos, 41% acredita que a capacidade de investimentos nos negócios seria alavancada. Além disso, 38% compartilham da opinião de que a reforma incentivaria a criação de novos empregos.

Necessidade

A reforma tributária para os empresários é vista como uma necessidade, 65% dos entrevistados avaliam o sistema atual como ruim ou muito ruim, visto que 54% citou o pagamento de imposto sobre imposto como algo negativo. Mais da metade dos empresários, 52% também considera que a quantidade de tributos pagos é grande.

O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, afirma que o sistema tributário brasileiro é provido de uma complexidade um tanto quanto desnecessária, e que a reforma poderia simplificar o modelo. Para Pinheiro, além das reformas microeconômicas é de extrema importância voltar às atenções para medidas de longo prazo.

Pontos principais

Para 32% dos empresários do varejo e serviços, o principal ponto que deve ser discutido e reformulado é a diminuição da carga tributária, pois considera excessiva. Embora o balanço tenha sido baseado em entrevistas de empregadores, apenas 17% citou que a geração de novos empregos deve ser discutida.

Sobre as questões burocráticas, apenas 13% citou a necessidade de simplificar o sistema.

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Outro lado

O SPC Brasil e a CNDL apuraram que dos 7% dos empresários que se mostram descrentes com a reforma tributária, 15% compartilham da opinião que a medida poderia criar novos impostos. Além disso, 14% crê na possibilidade de distorções na distribuição de recursos entre os Estados e 12% citaram a agravação da situação fiscal dos Estados.

Discussões

Sobre os temas que estão em andamento, 73% apoia a redução dos encargos sobre a folha de pagamento. Que seria a diminuição de taxas que as empresas pagam por empregado às instituições como o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que fechou 2016 com um deficit de R$ 149, 7 bilhões.

Outro ponto que a maioria dos empresários está de acordo é que as pequenas empresas paguem tributação de acordo com a sua capacidade econômica, 68% citaram esse ponto.

A garantia de não-cumulatividade na tributação de impostos como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS/CONFINS).

“A questão do ICMS, que é um imposto sobre consumo, surge com frequência nas discussões sobre a reforma tributária. Quando a transação envolve mais de um estado, as alíquotas podem variar de estado para estado e o recolhimento pode ficar ainda mais complexo”, conclui Pinheiro sobre os dados coletados pelo SPC Brasil e CNDL.

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