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Operações da Casas Bahia e do Ponto Frio não conseguem dar lucro aos acionistas e Grupo Casino coloca a venda sua participação acionária

Brasil Econômico

Os esforços para manter as operações da Via Varejo – holding que administra as operações da Casas Bahia e do Ponto Frio – rentáveis são antigas. O empresário Abilio Diniz, quando sócio do negócio, não media esforços para que as operações das duas varejistas fossem lucrativas.

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Casas Bahia e Ponto Frio, administradas pela Via Varejo serão vendidas pelo Grupo francês Casino
Divulgação
Casas Bahia e Ponto Frio, administradas pela Via Varejo serão vendidas pelo Grupo francês Casino


Especulou-se muito em sua saída em julho de 2012, que uma nova gestão seria capaz de tornar a Via Varejo uma potência no segmento de eletroeletrônicos. No entanto, sem a presença forte de Abilio Diniz e sob a gestão francesa do Grupo Casino, com uma visão totalmente distinta do negócio, a operação vem reportando prejuízos seguidos aos seus acionistas.

Em comunicado ao mercado, a empresa informou que teve prejuízo de R$ 95 milhões ao longo de 2016. Em documento enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a holding informou que o prejuízo das varejistas no ano passado é resultado "da queda de venda do setor e da empresa, associada à inflação nos custos fixos, maiores despesas financeiras, leve piora na equivalência patrimonial e à consolidação de dois meses da operação on-line, que é deficitária", dizia o comunicado.

A receita líquida da Via Varejo cresceu 2,8% em 2016 ao somar R$ 19,8 bilhões, pequena alta frente aos R$ 19,2 bilhões arrecadados em 2015. Já o lucro bruto avançou 8,6% no ano passado para R$ 6,7 bilhões, ante os R$ 6,2 bilhões em 2015.

A empresa é pertencente ao Grupo Pão de Açúcar (GPA), hoje administrada pelo grupo francês Casino. Porém a sequência de resultados negativos e a pouca perspectiva de lucratividade fez o grupo francês optar pela venda de sua participação na Via Varejo.

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Negócios

A agência de notícias Bloomberg, afirmou que para a concretização do negócio foram contratados os bancos Rothschild, Santander, HSBC e Société Générale, informações essas não confirmadas pelas partes envolvidas.  A notícia da venda da participação não é algo novo, já que o conselho do Grupo Pão de Açúcar aprovou em novembro do ano passado a venda do ativo. Na data foi informado que o GPA tem intenção de manter e focar apenas na operação alimentar. O GPA detém 62,3% das ações ordinárias, sendo dona de 43,3% do capital total da Via Varejo. Já o Casino tem 41,5% do capital total da holding e quase a totalidade das ações ordinárias, que não direito a voto no conselho administrativo. A família Klein, fundadora da Casas Bahia tem 27,3% de participação na empresa e poderia estar interessada em retomar o negócio familiar.  O valor de mercado da Via Varejo é alto, cerca de R$ 3 bilhões, e a expectativa é que ela seja vendida a outro player do setor como a Lojas Americanas, uma das marcas pertencentes a B2W.

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