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Em 12 meses, o índice de inflação desacelerou para 5,02%. Em janeiro, nessa mesma base de comparação, o IPCA-15 acumulado havia chegado a 5,94%

Custos com educação foi o vilão da inflação em fevereiro
Antonio Cruz/Agência Brasil
Custos com educação foi o vilão da inflação em fevereiro


Segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) que mede a inflação teve alta na passagem de janeiro para fevereiro e chegou a 0,54%, leve alta de 0,23 ponto percentual (p.p.) frente ao primeiro mês do ano. Mesmo com a elevação do indicador, essa é a menor taxa para o mês de fevereiro desde 2012, quando chegou a 0,53%.

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Em 12 meses, o índice de inflação desacelerou para 5,02%. Em janeiro, nessa mesma base de comparação, o IPCA-15 acumulado havia chegado a 5,94%. Em fevereiro de 2016, a taxa foi 1,42%. O grupo educação, com alta de 5,17% e impacto de 0,24 p.p., foi o principal responsável por elevar a taxa do IPCA-15 de 0,31% para 0,54%, enquanto os artigos de vestuário mostraram a menor variação, com queda de 0,31%.

Segundo o IBGE a alta do indicador no segmento de educação é reflexo no reajuste de preços em matrículas e mensalidades em cursos regulares no mês de janeiro. A alta este ano nesses valores foi de 6,94%.

Esta alta gerou o maior impacto individual sobre o índice do mês de 0,21 p.p. Regionalmente, os cursos regulares tiveram aumentos entre 4,94% em São Paulo e de 10,13% em Salvador.  Além do grupo educação, o IPCA-15 foi pressionado pelas tarifas dos ônibus urbanos e intermunicipais, que subiram 3,24% e 3,84%, respectivamente.

As maiores altas nas tarifas do transporte urbano foram apuradas em Fortaleza com alta de 17,05% em fevereiro, Recife com 13,46%, Belém com 11,85%, Brasília com 7,09%, Belo Horizonte com alta de 6,02%, Salvador com 5,36% e Curitiba com alta de 5,10%, indicou o IBGE.   Com o aumento das tarifas dos ônibus, o grupo Transportes ficou com variação de 0,66%, apesar da queda de 12,45% nas passagens aéreas.

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Quedas apuradas

Os alimentos – que teve queda de 0,07% no indicador de inflação, por outro lado, contribuíram para conter o índice do mês, após terem aumentado 0,28% em janeiro. Ainda que os preços do óleo de soja apresentasse alta de 4,42%, das hortaliças em alta de 4 % e de outros produtos tenham se mostrado mais caros de um mês para o outro, vários deles ficaram mais baratos. Alguns se destacaram pelas quedas expressivas, como o feijão-carioca com queda de 14,68%, a batata-inglesa com retração de 7,63% e o tomate que ficou 6,62% mais barato.

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